quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Dono da Havan, Luciano Hang faz pronunciamento confiante e corajoso ao chegar ao Senado para enfrentar CPI


O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, concedeu uma entrevista coletiva ao chegar para depor à CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”. O empresário foi convocado por ser um apoiador do presidente Jair Bolsonaro, no que está sendo considerado um claro ato de perseguição política. 

Hang afirmou: “Hoje, aqui, estou sozinho, como um brasileiro normal, como um comerciante. Mas eu tenho a certeza de que eu estou com Deus e com milhões de brasileiros que querem um Brasil melhor. E é por isso que eu luto. E é por isso que eu me tornei um ativista político. Não sou político, não tenho político de estimação. O que eu quero é um país cada vez melhor, um país que nós possamos dar para nossos filhos, para nossos netos, como um legado”.

O empresário lembrou que mantém sua empresa há mais de 30 anos e afirmou que, atualmente, já não trabalha mais por dinheiro e sim por objetivos, e que trabalha diuturnamente para melhorar sua empresa, sua cidade, seu estado e seu país. Hang disse ainda que o Brasil é um país riquíssimo em recursos naturais, mas onde nada dá certo devido à gestão pública.  

O empresário disse: “o que eu peço para as autoridades? Liberdade de expressão. O que eu peço para esse Senado? Que me deixem falar”. Hang acrescentou: “quero dar tempo para os senadores fazerem as suas perguntas, mas também quero tempo para dar as minhas respostas”. O empresário disse que “talvez hoje seja o melhor dia da CPI”, e acrescentou: “Venho para cá com o coração aberto, com essa expectativa: de acreditar que gentileza gera gentileza, respeito gera respeito”. Hang lembrou ainda que os cidadãos que acompanham a CPI de suas casas também merecem respeito. 

A Constituição Brasileira, em seu primeiro artigo, afirma que os fundamentos da República são: a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e o pluralismo político. No entanto, para um grupo de pessoas, no qual o empresário foi incluído, esses fundamentos parecem ser relativizados. 

O empresário foi investigado em um dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, tendo tido seus sigilos quebrados e até mesmo sofrido busca e apreensão, com base unicamente em uma reportagem que jamais apresentou qualquer comprovação de suas alegações. O empresário processou a repórter e o jornal, e, quando o caso foi analisado por um juiz de direito, reconheceu-se que a reportagem não atendeu ao menor dever de cuidado em averiguar os fatos. 

A Folha Política também foi alvo de inquéritos do ministro Alexandre de Moraes, sofreu busca e apreensão de todos os seus equipamentos, e teve seus sigilos quebrados. Assim como no caso de Hang, os inquéritos se baseiam em “relatórios” e “reportagens” que são tomados como verdadeiros, embora produzidos pela concorrência e sem qualquer compromisso com fatos. 

Com base no mesmo tipo de informação produzida por fontes suspeitas, recentemente o corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, mandou confiscar toda a renda da empresa, com o apoio e elogios do ministro do STF Luís Roberto Barroso, presidente do TSE. 

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