domingo, 5 de setembro de 2021

Federações de agricultores, da indústria e associações repudiam arbitrariedades de STF e TSE e defendem 7 de setembro


Entidades representativas do agronegócio e da indústria manifestaram-se em defesa da liberdade de expressão e de manifestação, e em repúdio a atos de ministros do Supremo Tribunal Federal que vêm desrespeitando direitos e garantias fundamentais. 

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), em carta aberta assinada pelo presidente da entidade, Gedeão Pereira, repudiou o viés político de ministros do Supremo e manifestou apoio ao movimento “cívico, pacífico, ordeiro e democrático de 7 de Setembro".

Ouça a carta da FARSUL: 

Carta Aberta à Sociedade

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul – FARSUL, entidade alicerçada historicamente nos princípios morais e éticos da defesa da livre iniciativa, da propriedade privada, das liberdades individuais e de expressão, e do Estado Democrático de Direito, e que representa, há 94 anos, a produção rural gaúcha, vem manifestar sua percepção quanto ao atual momento que vive a sociedade brasileira.

Temos acompanhado com muita preocupação, assim como em outros raros momentos da história brasileira, da qual somos parte viva, a relação conflituosa que se estabelece entre os Poderes da República, que tem, inclusive, se caracterizado pela absoluta deformidade do papel de cada um deles em nossa sociedade.

Dentro do mais absoluto respeito aos dizeres do nosso símbolo maior, o de ORDEM E PROGRESSO, manifestamos nosso repúdio ao viés político adotado pela mais alta corte do Poder Judiciário brasileiro, assim como a omissão de posição do Senado Federal diante de seu papel institucional, atitudes que nos levam a significativo grau de desarmonia entre os Poderes da União.

Nossa República se enfraquece quando ideias políticas vencidas sobre temas constitucionais são “requentadas” em discussões judiciais calcadas em detalhes do processo jurídico, onde, invariavelmente, a régua moral da sociedade é submetida a tensão social constante, ainda mais quando as decisões tomadas ferem, de forma profunda, a liberdade de expressão e as garantias constitucionais do cidadão brasileiro.

Defendemos que, juntamente com a Presidência da República e Congresso Nacional, resida no Supremo Tribunal Federal a isenção necessária que assegure a todos os cidadãos brasileiros esse direito e garantias.

Para os produtores rurais é inegociável a integridade dos Poderes da República, pois nestes reside o sustentáculo do sistema jurídico e organizacional de nossa sociedade.

Sendo assim, sempre respeitando as leis, o Conselho de Representantes da FARSUL manifesta seu apoio ao movimento cívico, pacífico, ordeiro e democrático de 7 de setembro, no sentido de que este sirva de momento para reflexão de todos os brasileiros, pois assim, sairemos mais maduros e unidos como povo, cientes de nossos papéis e deveres.

Gedeão Silveira Pereira - Presidente

Conselho de Representantes

Sistema Farsul

O Sindicato Rural de Sinop, falando em nome dos sindicatos rurais de Mato Grosso, repudiou as ações do ministro Alexandre de Moraes, nos inquéritos que conduz contra opositores políticos. A nota aponta: “O Brasil vive a mais triste crise pela tentativa de destruição do Estado Democrático de Direito, das liberdades individuais e da liberdade de expressão imposta por membros do Supremo Tribunal Federal, que perseguem e prendem pessoas que discordam do “regime” por eles imposto. 

Ouça a nota do Sindicato Rural de Sinop:



Também a  Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestou-se em defesa da liberdade de manifestação e de expressão. Em nota oficial, assinada pelo presidente da entidade, Gilberto Porcello Petry, a Federação apontou: “O dia 7 de setembro é o Dia da Pátria, uma data de celebração, não de tumulto. Uma data de união dos Poderes da República, que devem trabalhar pelo povo e não tolher esse mesmo povo que lhes concedeu a autoridade nos respectivos limites constitucionais. Nenhum Poder pode exorbitar dos seus limites para se colocar acima dos demais”.

Ouça a nota da FIERGS: 




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