quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Luciano Hang aponta 'cara de pau' do senador Kajuru na CPI e Flávio Bolsonaro reage a Renan Calheiros


Durante sessão da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o relator, Renan Calheiros, perguntou sobre a amizade do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, com a família Bolsonaro, e foi questionado pelo senador Flávio Bolsonaro, que exigiu direito de resposta. O senador Randolfe alegou que Flávio não foi citado, e sim a “família Bolsonaro”, que, no entender do senador, não abrangeria a pessoa do senador. 

Após negar o direito de fala ao senador Flávio Bolsonaro, o relator, Renan Calheiros, mencionou diálogos do deputado Eduardo Bolsonaro com o jornalista Allan dos Santos, expostos pela velha imprensa, em que Eduardo apresentava o jornalista ao empresário e ambos falavam sobre a possibilidade de um patrocínio. 

O empresário explicou que, na iniciativa privada, ele é livre para patrocinar quem quiser, e que ouve pedidos de muitas pessoas. Ele exemplificou relatando que o senador Kajuru pediu patrocínio a ele, acrescentando “na cara de pau”, e que simplesmente encaminhou o pedido ao departamento competente, que decidiria se o patrocínio é ou não interessante para a empresa. 

Os senadores questionaram ainda o empresário sobre os inquéritos conduzidos por Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, onde o empresário foi vítima de busca e apreensão e censura nas redes sociais. Hang explicou que foi envolvido nos inquéritos e tem sua reputação atacada devido a matérias irresponsáveis da velha imprensa. O empresário lembrou que, quando o caso foi analisado por um juiz, a Justiça reconheceu que a jornalista e o veículo não tiveram qualquer cuidado na apuração dos fatos e não tinham qualquer motivo para a acusação. 

Questionado sobre o patrocínio a sites, Hang disse que, certamente, não financia veículos de extrema-esquerda, pois, na iniciativa privada, ele tem a liberdade de escolher onde fará sua publicidade. 

O assédio ao empresário é parte de um assédio a um grupo de pessoas, tratadas como sub-humanos e cidadãos com menos direitos, por manifestarem suas opiniões livremente e por apoiarem o presidente Jair Bolsonaro. Medidas arbitrárias são tomadas contra essas pessoas, que têm seus direitos e garantias fundamentais desrespeitados. 

Além de ter tido a sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos, no âmbito de um inquérito do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi posteriormente arquivado por falta de indícios de crime, a Folha Política, atualmente, tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, com o apoio e o louvor do presidente daquela corte, Luís Roberto Barroso, também ministro do STF. 

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