quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Senador Girão expõe suspeitas de desvios milionários de governadores e aponta tática da CPI ao questionar ministro de CGU


No decorrer do depoimento de Wagner Rosário, ministro da CGU - Controladoria-Geral da União - à CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça”, e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Eduardo Girão frisou como o “G7” da Comissão Parlamentar de Inquérito obsta investigações e depoimentos relacionados a suspeitas de corrupção envolvendo cifras bilionárias nos estados e municípios.

No ensejo, o parlamentar hachurou: “Houve uma dúvida muito grande no começo desta CPI de que não existia verba federal. Está aí! E um dos requerimentos assinados por mim e mais 44 Senadores da República que deu origem a esta CPI e que é ignorado desde a primeira sessão é que a gente possa fazer o nosso trabalho investigando corrupção onde quer que ela esteja, seja no Governo Federal, seja em Estados e Municípios, mas essa parte de Estados e Municípios é um silêncio aqui dentro. Quem sabe, numa reconvocação, a gente possa aprofundar mais”.

Nesta toada, o congressista ressaltou os vultosos danos aos cofres públicos em virtude de contratações do Consórcio Nordeste: “Sr. Ministro, não obstante a indevida realização antecipada desse vultoso pagamento para a He**care – repito, R$48,7 milhões –, o Consórcio Nordeste deixou de analisar a capacidade técnica e operacional dessa empresa. Além disso, não exigiu garantias de cobertura de danos ou prejuízos decorrentes da não entrega do produto. Só para lembrar, a He**care é uma companhia sem registro de empregados, não possuindo sequer endereço comercial, mas apenas residencial em São Paulo. E eu fui lá pra ver essa marmota, como a gente diz no Ceará, e vi um prédio que é a sede da empresa”.


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