quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Senador Marcos Rogério confronta Renan Calheiros: ‘Insano! Bandidos como heróis, cidadãos hostilizados. Maldade’


O senador Marcos Rogério, em entrevista coletiva, comentou o depoimento do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, à CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”. O senador lamentou a conduta do comando da CPI, que desrespeitou o empresário. Marcos Rogério disse: “Foi um depoimento importante, muito firme e muito transparente, embora o relator, Renan Calheiros, tente, o tempo todo, construir narrativas. Eles não fazem questionamentos, eles criam narrativas, uma tese, e fazem uma pergunta genérica para tentar fazer com que a fala do depoente confirme aquilo que eles estão apresentando. Eles já têm a visão deles a respeito de tudo e que todos que pensam diferente são charlatões e não merecem respeito. Hoje, um empresário brasileiro, de sucesso, que acredita no Brasil, que trabalha para o Brasil dar certo, veio à CPI. Não conseguiram calar a sua voz, ele falou o que pensa”.

O senador explicou a estratégia do comando da CPI para humilhar apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e desviar a atenção de casos reais de corrupção: “Ele tentou ajudar o tempo todo e, aqui, é tratado como se fosse criminoso. Para ser tratado com tamanha hostilidade, só sendo alguém que cometeu um crime. Qual crime ele cometeu? Ser brasileiro, acreditar no Brasil, gostar do presidente da República? Não cometeu crime nenhum. Enquanto isso, quem cometeu crime, desviar recursos, corrupção ativa, passiva, organização criminosa, esses estão desfilando. A CPI trata bandidos como heróis e, quanto às pessoas decentes, hostilizam, ofendem até a memória da mãe”.

O senador Marcos Rogério lamentou ainda a baixeza da sessão de hoje da CPI. O senador  disse: “É quase insano o que a CPI fez hoje. É de uma maldade tão grande que não dá para entender que isso tenha partido de pessoas que estão naquela CPI na condição de representantes da sociedade. Não bastasse a dor de ter perdido a mãe para essa doença, tem que passar por isso. Essa CPI não se sustenta. Cansou. Já deu. Presta para quê? Virou um palco pré-eleitoral para 2022. O que vi ali na CPI são pessoas que parecem não gostar do setor privado, de quem gera empregos. Tentam assass* reputações. Do jeito que a CPI está indo, é um desserviço para o Brasil”.

O ataque a cidadãos e empresas privadas, desrespeitando direitos e garantias fundamentais, tem se tornado cada vez mais comum, na CPI e também nas altas cortes do País. Sem justificativa jurídica, o corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, decidiu confiscar a renda de sites e canais conservadores, para destruir empresas privadas das quais discorda. A decisão, que incluiu a Folha Política, confisca todos os rendimentos da empresa, e teve o apoio e aplauso do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, que é também ministro do STF. “Marcar” pessoas e fechar empresas por motivações políticas são atitudes que já foram observadas na História, mas nunca em democracias. 

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