terça-feira, 21 de setembro de 2021

Tumulto e bate-boca na CPI: Senador Marcos Rogério confronta Renan e Omar após ataques a Bolsonaro


No decorrer de participação na CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça”, e “Tribunal de Renan Calheiros”, enquanto senadores de oposição atacavam o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na ONU, o senador Marcos Rogério contestou a instrumentalização da CPI com a finalidade de denegrir o chefe de Estado, depreciar o seu governo e promover eleitoralmente os membros da oposição.

O parlamentar asseverou: “Está parecendo Jornal Nacional, agora. Que a CPI está sendo instrumento de politicagem, todo mundo já sabe, mas fazer isso no expediente da CPI? Não use o espaço da CPI para fazer isso. Temos um ministro que veio para prestar depoimento. Agora, a CPI vira o palco para o comentário geral da República? Isso não é investigação!”

Nesta toada, Marcos Rogério assestou como a própria CPI está atuando para, nos seus termos, “passar vergonha”. Em meio a gritos de Randolfe Rodrigues e outros senadores, o parlamentar rebateu: “A oposição fica aqui gritando o tempo todo porque não quer investigar a corrupção desenfreada, a corrupção nos estados e municípios (...) Isso não é trabalho de CPI. Isso não é sério. Não é sério. Não é sério! O relator que usar a CPI dentro de um campo de embate político (...). A CPI se transformou nisso que o Brasil está vendo. É o cúmulo do absurdo. Nunca vi isso”. O senador Heinze somou-se aos apelos de Marcos Rogério: “Está aqui o ministro da CGU, vocês não querem ouvir o que ele tem a dizer sobre corrupção (...). São só narrativas”.

Ademais, o congressista foi contundente ao rebater a iniciativa de Renan Calheiros de exibir vídeos da Rede Globo com o intuito de atacar Bolsonaro: “Em relação a trazer os vídeos aqui, esta é uma questão que ofende o devido processo. Nesta semana, estamos com o julgamento do caso do Amazonas. De repente, é o caso de trazer os depoimentos dos ministros do STF para apresentar nesta CPI. O caso do Pará é escandaloso, rombo bilionário. Em Santa Catarina, esquema milionário de compras de respiradores. Nos estados do Nordeste, rombo bilionário, fraude escancarada na compra de equipamentos”.


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