domingo, 3 de outubro de 2021

Bolsonaro abre o jogo e expõe conflitos com general Santos Cruz: ‘Ele queria assumir o governo’


Em entrevista à velha imprensa, além de explicar a sua “Declaração à Nação”, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre suas relações com membros das Forças Armadas, dentro e fora do governo, e rememorou as dificuldades com o general Santos Cruz, que deixou o governo e juntou-se à oposição. 

Bolsonaro explicou que não troca seus ministros de uma hora para outra, e que é necessário haver um acúmulo de advertências. O presidente disse: “Quando eu troco um ministro, não foi de repente. Não chamo um ministro e falo “Fábio, cartão vermelho”. Tem que ter alguns cartões amarelos. Como eu faço com todos. Alguns foram embora porque não aceitavam ser advertidos. O general Santos Cruz, por exemplo. Ele queria assumir o governo! Chegou a um ponto que não deu mais. Hoje ele é procurado por parte da mídia para falar em nome dos generais…”.

O presidente ironizou a atuação do ex-ministro após sua saída do governo: “Vi uma live dele. Ele, Celso Amorim… discutindo “como preservar a democracia no Brasil”. É uma piada. Não sei que bicho mordeu ele. Não foi falta de conversar. Eu falava pra ele: “Você não pode interferir assim. Eu decidi assim, vou fazer essa coisa aqui”. Ele não aceitava! Talvez… talvez, não. Com toda a certeza: aquela coisa de general e capitão. Fica marcado”.

O presidente comparou com os outros ministros militares, lembrando que o general Heleno, embora seja mais velho e seu superior hierárquico, compreende que ele é o presidente da República, assim como outros ministros, como os generais Luiz Ramos e Braga Netto, e os comandantes das Forças. 

Este vídeo mostra uma entrevista concedida pelo presidente da República a um veículo da velha imprensa e divulgado pelo próprio presidente através de suas mídias sociais. A Folha Política mostrou este e outros pronunciamentos do presidente da República, e de representantes dos três poderes, assim como atos, eventos e declarações de pessoas relevantes para o debate público. 

Entre inúmeros conteúdos da vida política brasileira, a Folha Política mostrou ao público os debates em torno de uma Proposta de Emenda à Constituição que visava aperfeiçoar o sistema eleitoral. A Folha Política mostrou os debates promovidos pelos proponentes da PEC, e também os debates ocorridos na Câmara dos Deputados, desde a proposição, passando pela Comissão Especial que debateu o tema, pela Comissão de Constituição e Justiça, até sua votação em plenário. O jornal também mostrou os pronunciamentos do presidente da República sobre o tema.  Foram expostos os argumentos favoráveis, contrários, e inclusive os argumentos dos partidos que defenderam a proposta, mas votaram contra. 

O ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, com o apoio de Luís Roberto Barroso, presidente da corte e ministro do STF, considerou que mostrar o debate público, com as opiniões de agentes legitimamente eleitos pelo povo e de figuras relevantes da política nacional, seria alguma espécie de “ataque” a alguma instituição. Em decisão inédita, o ministro mandou confiscar a renda do jornal, assim como de outros sites e canais conservadores, para impedir suas atividades. 

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