quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Bolsonaro expõe ‘escombros’ causados por Lula e alerta para efeitos de inflação, crise, tabelamento, desabastecimento e interferência na Petrobras


Em entrevista a uma rádio de Pernambuco, o presidente Jair Bolsonaro pronunciou-se a respeito de suas perspectivas para a inflação, alertou para a iminência de uma crise de fertilizantes que impactaria a produção de alimentos, advertiu para efeitos deletérios de políticas econômicas intervencionistas adotadas pelo governo da Argentina, abordou os impactos negativos da gestão realizada por Lula e Dilma na Petrobras, explicou o risco de cometimento de crime de responsabilidade ao tentar direcionar os preços dos combustíveis e manifestou o desejo de privatizar a petroleira.

O chefe de Estado explicou como a equipe econômica dirigiu esforços e conseguiu mitigar efeitos negativos da pandemia: “Se nada tivéssemos feito, a inflação teria triplicado. Basta ver como está o resto do mundo. Não só a inflação, mas também o desabastecimento. Temos, pela frente, a crise dos fertilizantes, que vai reduzir a produção mundial de alimentos. Quando você consome mais e a produção não acompanha, vem a inflação atrás disso”. 

No ensejo, o presidente citou os riscos de políticas populistas: “O governo da Argentina tabelou o preço. Você gostaria que tabelasse o preço do filé a R$30,00? Em algumas semanas, você pode até comprar carne a esse valor. Quando acabar nos frigoríficos, vai faltar. E você vai poder comprar no mercado negro (...). Você não pode regular o mercado na caneta. Tivemos outros movimentos de tabelamento no Brasil. Como se combate a inflação? Produzindo mais. A Caixa Econômica estimula a agricultura familiar. Distribuímos títulos de terra a quem integrava o MST no passado”. 

Outrossim, o mandatário ressaltou a importância de discutir impostos estaduais sobre o preço dos combustíveis: “A questão dos combustíveis, você tem que saber quanto custa na refinaria ou, no caso do álcool, na usina. O imposto federal é o mesmo valor desde janeiro de 2019. Não aumentamos na gasolina, no diesel. Você sabe quanto é no seu estado? Um percentual fixo. Toda vez que varia, equivale a mais dinheiro para o governador. Não incide sobre o preço da refinaria ou da usina. Incide em cima de tudo. Inclusive, há bitributação em cima disso”.

Nesta toada, Bolsonaro explicou como interferências indevidas nos preços podem constituir crime: “Eu posso interferir na Petrobras? Posso, mas não devo. Se interferir, vou responder por Crime de Responsabilidade. Posso baixar para R$3,00? Até posso fazer isso, mas é crime de responsabilidade. O preço dos combustíveis não está alto agora, sempre esteve alto. Nós ainda dependemos de diesel e gasolina importados. Aquelas 3 refinarias que Lula começou a fazer, começou e não terminou, o prejuízo chegou a R$3 bilhões. Ficaram nos escombros. Nunca se refinou um barril de petróleo”.

Neste contexto, o presidente desabafou: “Eu tenho vontade de privatizar a Petrobras. Vou ver com a equipe econômica se pode fazer. Não posso controlar, melhor direcionar o preço do combustível, mas, quando aumenta, a culpa é minha, apesar de ter zerado o imposto federal (...). Conhecimento por parte do povo é a arma que ele tem para lutar por dias melhores. Se ele  criticar a pessoa certa, a cada vez vai manter ou botar pessoas erradas no poder”.

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