terça-feira, 5 de outubro de 2021

Bolsonaro fala sobre risco de ‘golpe’ da esquerda e impeachment, vice em 2022 e partido


Durante entrevista a um veículo da velha imprensa, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a possibilidade de um golpe vindo da oposição e também sobre o processo para a escolha de um partido e de um vice para as eleições em 2022. O presidente rebateu o repórter, que perguntava se ele poderia dar um “golpe”, e explicou: “Daqui para lá, é zero. De lá para cá, existe essa possibilidade. A oposição tem 100 pedidos de impeachment no Congresso. Não tem golpe sem vice e sem povo. O vice é que negocia a redivisão dos ministérios e é o povo que dá a tranquilidade para o político. Qual é a acusação contra mim? O que deixei de fazer, no que me omiti? Não tem cabimento uma questão dessas”.

O presidente falou sobre os fatores envolvidos na escolha de um vice. Bolsonaro disse: “Se eu vier candidato em 2022, o que aconteceu em 2018 não vai mais acontecer naquele nível. Ninguém poderia esperar que aconteceria aquilo tudo. O vice tem que ajudar (...). Alguns dizem que o vice ideal é de Minas ou do Nordeste. Quanto ao Mourão, não está fechada a porteira para ele ainda. O Mourão, por exemplo, acho que ele poderia ser um bom senador pelo Rio de Janeiro. Não tenho nada para abandonar o Mourão ou dar um cartão vermelho para ele (...). O vice tem a sua vida própria também. No meu entender, ele seria um bom senador. Sobre o vice, alguns já se apresentaram”

Bolsonaro também falou sobre as dificuldades na escolha de um partido: “Quanto ao partido, quase todos os dias, estou preocupado com isso. O Aliança praticamente está fora. O Patriota dificilmente fica regularizado até lá, também. Eu não vou fugir de estar no PP, PL, Republicanos, nestes partidos, conversando com eles. O PTB ofereceu para mim, também. Não vou conseguir ter um partido para dizer que é meu, mandando. Conversei com os partidos dispostos a marchar juntos. Se eu estiver bem, a gente pode fazer uns 80 deputados federais. É um baita de um peso, é bom governar com esse apoio”.

Atualmente, no Brasil, “classes” de pessoas vêm sendo tratadas como sub-humanos e cidadãos com menos direitos, por manifestarem suas opiniões livremente e por apoiarem o presidente Jair Bolsonaro. Medidas arbitrárias são tomadas contra essas pessoas, que têm seus direitos e garantias fundamentais desrespeitados. 

Além de ter tido a sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos, no âmbito de um inquérito do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi posteriormente arquivado por falta de indícios de crime, a Folha Política, atualmente, tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, com o apoio e o louvor do presidente daquela corte, Luís Roberto Barroso, também ministro do STF. 

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