quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Bolsonaro faz intenso desabafo ao reagir a atos de tirania: 'Acham que são imortais, têm prazer em ver o outro se ajoelhar e clamar por justiça'


O presidente Jair Bolsonaro discursou durante a Conferência Global 2021 - Millenium, quando relembrou sua trajetória rumo à presidência e comentou a situação atual do País. Bolsonaro apontou: “vivemos um momento, ainda, onde pessoas que deveriam zelar pela Constituição a atacam. Temos no art. 5º vários incisos que são as cláusulas pétreas. Muita gente passou por cima disso. Vimos cenas lamentáveis no ano passado e algumas no corrente ano, ainda”. O presidente complementou: “o que está sendo de bom é o pessoal entender, sentir, o que é um regime de exceção”. 

O presidente disse: “eu não entendo: hoje, governadores e prefeitos podem atropelar a constituição. Podem passar por cima de todos os incisos do art. 5º da mesma. Que poderes são esses? Não respondem por nada!”. E complementou: “serviu para vermos, sentirmos, o que é uma pontinha de um regime de exceção”.

Bolsonaro acrescentou: “aquele que eles achavam que ia aproveitar a oportunidade para levar o Brasil ao obscurantismo fez exatamente o contrário. Eu jogo dentro das quatro linhas. Mas também, não podemos aceitar que nenhuma outra pessoa jogue fora da mesma. Somos todos iguais. Os três poderes são independentes e harmônicos”.

O presidente apontou: “Todos nós temos o mesmo destino. Parece que alguns dentre nós acham que são imortais. Têm o prazer de ver o outro se ajoelhar na sua frente, clamar alguma coisa, clamar por justiça, clamar por liberdade, clamar até pela vida. Isso está fazendo amadurecer todos nós”. O presidente desabafou: “Quantas vezes eu choro no banheiro, em casa?”

O avanço constante e crescente de medidas restritivas arbitrárias impostas por governadores e prefeitos a pretexto de combater a pandemia é um dos sinais de que, no Brasil, os cidadãos não vivem em uma democracia. 

Para um grupo de pessoas e empresas, a tirania ganha contornos de implacável perseguição política e ideológica, e esse grupo “marcado” vem sendo perseguido com medidas arbitrárias, como prisões políticas, buscas e apreensões, censura, bloqueio de redes sociais e confiscos. 

O jornalista Wellington Macedo, por exemplo, está preso, foi censurado e teve bens apreendidos, tudo a mando de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O deputado federal Daniel Silveira também continua preso, assim como o presidente do Partido Trabalhista Brasileiro, Roberto Jefferson. 

A Folha Política, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando de Alexandre de Moraes, atualmente tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão aplaudida pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos, a intenção é impedir o funcionamento da empresa, privando-a de sua fonte de renda. 

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