quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Bolsonaro reage a Renan Calheiros e Omar Aziz e aponta covardia e desserviço da CPI


Em entrevista a uma rádio de Pernambuco, o presidente Jair Bolsonaro rebateu o comando da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”. O presidente lembrou que os senadores do comando da CPI estão ligados a uma tentativa frustrada de comprar vacinas sem licitação e sem aprovação da ANVISA. Bolsonaro disse: “A decisão que dei para o Ministério da Saúde: compra vacina certificada pela ANVISA e só paga depois que chegar. Existe o Consórcio Nordeste. Uma emenda do senhor Omar Aziz, juntamente com uma emenda do Renildo Calheiros, irmão do Renan Calheiros, do Nordeste. Queriam que eu comprasse vacinas sem certificação da ANVISA e sem licitação”. 

O presidente acrescentou: “Fizeram uma festa no Consórcio Nordeste. Não foi apurado pela CPI do Senado porque o Consórcio Nordeste tomou conta da CPI. Está sendo muito bem feito o trabalho na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte”. Bolsonaro prosseguiu: “Carlos Gabas é o grande operador do Consórcio Nordeste, gastou-se R$48 milhões e não chegaram os respiradores. Imagine ir ao hospital e não ter respirador, você vai morrer. Quem desviou mat* gente. E querem culpar a mim, que distribuiu recursos para todos os governadores e prefeitos?”

Bolsonaro falou sobre a responsabilidade do voto e sobre as críticas ao governo. O presidente disse: “Na Argentina, criticaram por criticar o governo Macri. Quem voltou? A turma do Foro de São Paulo, a senhora Cristina Kirchner como vice-presidente, que é quem realmente manda lá, e a Argentina está ladeira abaixo. Congelaram preços (...). O futuro de nosso país passa pela consciência de cada um. O voto é algo responsável”

O presidente criticou ainda as medidas arbitrárias tomadas por governadores e prefeitos a pretexto de combater a pandemia, e apontou que o sofrimento do povo vem dos super poderes concedidos pelo STF a esses governadores e prefeitos. Bolsonaro disse: “A situação mais drástica que podemos ter no Brasil é o Estado de Sítio. [z24] Eu posso emitir um decreto de Estado de Sítio e só entra em vigor após o Congresso aprovar. Se tiver qualquer coisa errada ao longo do caminho, serei responsabilizado por isso. Hoje em dia, um governador baixa um decreto e não é responsabilizado por nada. Isso vem dos super poderes que o STF deu para governadores e prefeitos (...). Se aquele que perdeu as eleições em 2018 [Haddad] estivesse no meu lugar, o próprio presidente da República estaria fazendo isso”.

O avanço constante e crescente de medidas restritivas arbitrárias impostas por governadores e prefeitos a pretexto de combater a pandemia é um dos sinais de que, no Brasil, os cidadãos não vivem em uma democracia. 

Para um grupo de pessoas e empresas, a tirania ganha contornos de implacável perseguição política e ideológica, e esse grupo “marcado” vem sendo perseguido com medidas arbitrárias, como prisões políticas, buscas e apreensões, censura, bloqueio de redes sociais e confiscos. 

A Folha Política, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando de Alexandre de Moraes, atualmente tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão aplaudida pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos, a intenção é impedir o funcionamento da empresa, privando-a de sua fonte de renda. 

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