sábado, 9 de outubro de 2021

Deputada Valéria Bolsonaro se revolta e reage a ‘jogo orquestrado’ entre Renan Calheiros e velha imprensa


Da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a deputada estadual Valéria Bolsonaro lamentou o papel a que a velha imprensa vem se prestando para tentar prejudicar o presidente Jair Bolsonaro. A deputada disse: “cegamente, tudo que é contra o nosso presidente, a imprensa aplaude”. 

A deputada respondeu a ataques de dois jornais sobre seu partido, o PRTB, desmentindo as narrativas de que haveria um “racha” interno relacionado à possibilidade de filiação do presidente. Valéria Bolsonaro disse: “essa imprensa tem um único objetivo na vida, que é denegrir, falar mal, inventar mentira. Tudo que ela pode fazer para desgastar o presidente Bolsonaro, ela faz”.

A deputada apontou que a cobertura da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, é significativa ao mostrar a parcialidade da velha imprensa. Valéria Bolsonaro disse: “A imprensa está bajulando o senador Renan Calheiros. Isso é um escárnio com a sociedade”. A deputada lembrou episódios lamentáveis da CPI, como o assédio à médica dra. Nise Yamaguchi, e questionou: “Aí vem a imprensa ajudar quem desrespeita a mulher, quem desrespeita profissional, e que não tem o menor conhecimento de causa. Ouvir rede de televisão dizendo ‘força, Renan, o senhor está nos representando’, ah, pelo amor de Deus. A pessoa tem que não ter o mínimo de vergonha na cara”. A deputada acrescentou: “não é possível a pessoa estar em sã consciência de chegar e falar isso pra todos os brasileiros ouvirem”. 

A atuação conjunta entre a velha imprensa e o comando da CPI tem chamado a atenção, seja pelo apoio explícito, seja pelo acesso privilegiado a documentos sigilosos, que, ao chegar à CPI, “vazam” rapidamente para esses veículos. Com base em um desses vazamentos, uma fonte do jornalista Allan dos Santos foi exposta, e a fonte, uma ex-estagiária do Supremo Tribunal Federal, foi incluída em um dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes naquela corte. A ex-estagiária sofreu uma busca e apreensão enquanto era interrogada pela Polícia Federal. A busca e apreensão, embora tenha usado veículos descaracterizados por ser supostamente sigilosa, foi acompanhada por uma equipe de um grande veículo de comunicação, que também teve acesso ao conteúdo do depoimento imediatamente após sua conclusão. Essa emissora, e vários jornalistas da velha imprensa, também comemoraram a quebra do sigilo de fonte, uma garantia constitucional, em uma demonstração de baixeza que beira a vilania. 

Esse intercâmbio entre a velha imprensa, a CPI, e inquéritos nas cortes superiores resulta em intensa perseguição a veículos conservadores independentes, como a Folha Política. O jornal, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, agora tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, com o respaldo e aplauso do ministro Luís Roberto Barroso, do TSE e do STF. 

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