sábado, 2 de outubro de 2021

Dono da Havan, Luciano Hang comenta CPI: ‘o que eles tinham contra mim eram narrativas’


O empresário Luciano Hang, após depor na CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, gravou um vídeo com um comentário, ao lado do senador Jorginho Mello, que é de seu estado. O empresário apontou que já haviam falado tanto dele na CPI que sua vinda era necessária. Hang disse: “o que eles tinham contra mim eram narrativas”, acrescentando: “narrativas é igual a mentiras”. O empresário disse: “E nada se sustentou. Derrubamos cada pergunta com respostas verdadeiras. A oposição fez questão de me chamar, e deram dois tiros no pé”. 

O senador Jorginho Mello acrescentou que a convocação deu ao empresário a oportunidade de mostrar para todo o Brasil quem ele é, e disse: “ele está aqui, firme e forte, para não deixar a mentira virar verdade”. 

Em vídeos gravados antes do depoimento, o senador Jorginho apontou o absurdo de convocar o empresário para sentar no mesmo banco “em que sentaram aqueles picaretas que tentaram saquear o governo”. O senador disse: “temos que apoiar os empresários que ajudaram nessa pandemia, e não trazê-los aqui simplesmente porque ajudaram na pandemia”. 

O empresário Luciano Hang foi convocado à CPI da pandemia por ter manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro, em um movimento que retira direitos de pessoas que demonstrem alinhamento com o conservadorismo ou com o presidente. Com base em matérias produzidas pela velha imprensa, que são tomadas como verdadeiras ainda que não tenham qualquer base factual, pessoas como Hang são perseguidas. 

Além de ter sido convocado pela CPI, o empresário é investigado em inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, nos quais, com base em “matérias”, “relatórios” e “reportagens” produzidas por testemunhas suspeitas e até por concorrentes, medidas extremas são tomadas contra cidadãos, inclusive parlamentares e jornalistas, como buscas e apreensões, censura, bloqueio de redes sociais, e prisões. 

A Folha Política também é alvo desses inquéritos, e teve todos os seus equipamentos apreendidos no âmbito de um inquérito que foi arquivado por falta de indícios de crimes. Atualmente, toda a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do TSE, que, em decisão aplaudida por Luís Roberto Barroso, do TSE e do STF, tenta impedir o funcionamento de veículos de mídia independentes e conservadores, privando-os de seus rendimentos. 

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