segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Flávio Bolsonaro repudia Renan Calheiros e confronta CPI: ‘Macabro, desrespeito, lamentável’


Em pronunciamento por meio de suas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, repudiou sessão organizada por Renan Calheiros na CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça”, e “Tribunal de Renan Calheiros”. O parlamentar qualificou a conduta do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito como algo “macabro”, insensível e desonesto.

O senador Flávio Bolsonaro disse: “O que estamos testemunhando é algo macabro, triste e lamentável. Dia macabro na CPI: pessoas com histórico anti-Bolsonaro foram escolhidas a dedo para culpá-lo pelas mortes de seus familiares. Até o presidente da ONG Rio de Paz, que sempre fez oposição a Bolsonaro, foi escolhido. Um total desrespeito com as quase 600 mil vítimas da pandemia”.

O senador afirmou que o governo federal fez todo o possível: “Isso é um desrespeito com as vítimas da pandemia. Bolsonaro fez e continuará fazendo o que está ao seu alcance. Foram mais de 621 bilhões investidos no combate à pandemia. O presidente fez os cortes necessários, diminuiu as despesas, aumentou a arrecadação sem aumentar impostos, amparou quem mais precisa neste momento de pandemia”.

Flávio Bolsonaro apontou: “São milhões de brasileiros vacinados, milhões distribuídos em auxílio-emergencial. Pessoas necessitadas poderiam até partir para a loucura de saquear supermercados por necessidade. Foi o presidente Jair Bolsonaro que impediu esse caos aqui no Brasil. Meu repúdio aos senadores que estão tocando os trabalhos nesta CPI, que está entrando para a história como algo que mancha o Senado Federal. A população olha para a CPI com nojo. Ter a audácia, a falta de sensibilidade de explorar a dor dessas pessoas (...), isso é muito feio e precisa ser denunciado”.

Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

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