quarta-feira, 6 de outubro de 2021

General Girão comemora convocação de Carlos Gabas e pede investigação da governadora petista do RN


Em vídeo divulgado pelas redes sociais, o deputado federal General Girão falou sobre a sessão da CPI da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que ouvirá hoje o secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas. Girão disse: “Hoje, 6 de outubro, Carlos Gabas irá depor na CPI do Covid na ALRN. Mas ele não deveria ser o único a dar conta dos R$5 milhões surrupiados dos cofres públicos. A governadora do PT, que pagou para uma empresa que vende produtos da ma***, é a responsável, sim!”. O deputado enfatizou que Gabas já esteve envolvido em outros escândalos e apontou: “se ele foi chamado para ser parte desse consórcio Nordeste, deve ter sido pela experiência em desvio de dinheiro público”.

Na CPI da pandemia conduzida no Senado, o nome de Carlos Gabas foi citado incontáveis vezes, mas o secretário executivo do Consórcio Nordeste nunca foi convocado, porque o comando da CPI preferiu centralizar esforços em desgastar o governo federal. Ontem, o senador Eduardo Girão mencionou essa blindagem específica e comemorou a CPI do Rio Grande do Norte. O senador Girão disse: 

Subiu o índice de rejeição do Senado e a gente fica se perguntando o porquê. Muitos fatores e um deles, que a gente viu ter uma audiência muito grande esta CPI aqui no começo, na minha opinião, respeito quem pensa diferente, mas justamente por não querer rastrear indícios gravíssimos de corrupção, como a gente viu no Petrolão, como a gente viu no Mensalão, esta CPI não quis rastrear, a agressividade que a gente viu aqui em várias sessões, o desrespeito, os abusos, fazem esta Casa se apequenar nesse sentido.

Agora tem uma notícia boa, Senador Marcos Rogério, eu já disse aqui que quem não tem cão caça com gato. E, o Rio Grande do Norte, o Estado do Rio Grande do Norte, a Câmara dos Deputados do Rio Grande do Norte, a Assembleia Legislativa, perdão, mesmo, mesmo tendo verba federal no Consórcio Nordeste, que era obrigação nossa estar aqui investigando, ela abriu lá a CPI e adivinha quem vai amanhã? Adivinha quem vai amanhã?

O senador Girão apontou ainda as incoerências no tratamento a empresários comprovadamente corruptos e empresários que simplesmente expressaram suas opiniões e manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Girão apontou que, no caso de empresários corruptos, era comum que senadores se dissessem preocupados com as consequências para a economia se as empresas deles fossem afetadas. Já no caso de empresários investigados por “crime de opinião”, não há qualquer preocupação em afetar suas empresas e seus funcionários. Girão disse: 

Nós tivemos aqui, na semana passada, um empreendedor que gera 22 mil empregos. Eu acho que precisa ser investigado o que tiver que investigar, tem que investigar. Agora, eu acho interessante são as incoerências que a gente vê aqui. Eu estou há apenas dois anos e meio no Senado Federal, pouco mais que isso, e já vi diversos pronunciamentos daquela tribuna do Senado, que fica a 50m daqui, dizendo o seguinte: que a Lava Jato quebrou empreiteiras, que deixou milhares de pessoas desempregadas, com a mídia que teve em cima, com as operações que foram feitas pela Força Tarefa. E a gente não vê essa mesma coerência agora.  Com empresas, como a gente viu aqui, como a Havan, na semana passada, e outras tantas que tiveram um assassinato de reputação claro, a gente não vê essa preocupação. São dois pesos e duas medidas. Quando há poderosos envolvidos, aí, já não se fala mais comigo, mas a Lava Jato puniu empresários e puniu políticos poderosos, e a gente viu. Espero que isso, de alguma forma, seja resgatado no nosso País.

A perseguição a empresários que apoiam o governo, em paralelo à blindagem a empresários corruptos, é uma constante na CPI do Senado e também nos inquéritos sigilosos conduzidos nas cortes superiores, com intenso intercâmbio de informações sigilosas, que são também livremente compartilhadas com a velha imprensa. 

A Folha Política é um dos alvos dessa perseguição. O jornal já teve todos os seus equipamentos apreendidos no âmbito de um inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Atualmente, toda a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do TSE, com o apoio e louvor do ministro Luís Roberto Barroso. 

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