sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Guedes rebate mídia sobre pedido de demissão, refuta ex-ministros e dá lição sobre democracia e Bolsonaro


Após o pronunciamento conjunto com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, concedeu uma entrevista coletiva em que detalhou a proposta do Auxílio Brasil e explicou como ele será financiado, além de responder a perguntas da velha imprensa. 

O ministro explicou que, quando o Senado não aprovou o Imposto de Renda, o Auxílio Brasil que estava sendo planejado ficou sem fonte permanente. Paulo Guedes explicou que, como foi necessário encontrar uma solução temporária, foi possível utilizar os recursos da arrecadação. Ele apontou: “a única coisa que vai acontecer é: em vez do déficit cair mais rápido, ele vai cair mais devagar”, explicando que não há risco para a responsabilidade fiscal. 

Paulo Guedes enfatizou a responsabilidade da velha imprensa. Ele disse: “o Brasil caiu menos, voltou mais rápido, vacinou mais e está crescendo mais que a América Latina e a Europa e a média dos avançados. Essa é a realidade brasileira. Vocês têm uma responsabilidade muito grande. Eu acredito na democracia brasileira. Eu acredito que o presidente é um presidente que quer as reformas e que é popular. Eu não acho que ele é populista. Se ele fosse populista, tinha pedido 600, 700, lá atrás. Ele não pede isso. É ao contrário, tem uma porção de ministros que pedem para furar teto e ele fala não. Quer dizer, ele tem esse senso de responsabilidade, e ele sempre me apoiou nas horas decisivas. Agora ele pediu apoio. Agora ele que falou: olha, vem cá: e os mais fracos?”.

O ministro explicou a saída de alguns auxiliares e anunciou o lançamento de um programa de crescimento verde. Paulo Guedes disse ainda: “não é confortável para a economia flexibilizar teto, não é confortável pedir um waiver extra-teto, mas estamos falando do Brasil. Estamos falando de milhões de brasileiros desamparados. Temos que escolher: vamos tirar 10 no fiscal e zero no social?”. 

O ministro rebateu os boatos de sua saída: “Eu não pedi demissão. Em nenhum momento eu pedi demissão, em nenhum momento o presidente insinuou qualquer coisa semelhante. Quando eu me referi ao André Esteves, é porque eu soube que, enquanto eu estava lá fora, houve uma movimentação política aqui…”.

Paulo Guedes rebateu críticas de “especialistas”, dizendo: “eu vejo ex-ministro que levou a inflação para 5000% falando de responsabilidade fiscal. Eu vejo gente que passou por aqui, deu aumento três anos seguidos, já antecipados. Antecipou três anos de aumento, ou seja, disparou a despesa, depois depois botou um teto em cima, saiu correndo e não fez reforma nenhuma, também criticando. Então, tem que ver, né? Críticas construtivas, nós estamos abertos. Críticas que são narrativas políticas de gente que passou por aqui e não fez nada…”. 

Ele acrescentou: “Tem um outro economista, também, muito famoso, que serviu à ditadura militar. Ele serviu à ditadura militar, entrou com inflação de 30, saiu com 200, não fez nada no Banco Central, mas está dizendo que eu estou servindo... um presidente democraticamente eleito. “Está servindo, virou bolsonarista raiz”.  Eu estou trabalhando para um presidente democraticamente eleito, bem-intencionado, com bons princípios, que quer fazer a coisa certa. Todos nós erramos, uma vez ou outra. E aí, eu estou sendo condenado porque trabalho para um governo democrático. 

Eu acredito na democracia brasileira. Eu acredito na imprensa. Tem gente que está militando na imprensa, mas a maioria está buscando notícia. Eu acredito no Congresso, o Congresso é reformista. O Supremo tem nos ajudado. Eu estou errado em acreditar na democracia brasileira? Eu estou errado de não pedir demissão porque vamos gastar 100 reais a mais, 30 bilhões. As despesas do governo são de 1 trilhão e 500 milhões. Nós podemos gastar 30 bilhões a mais, eu deveria pedir demissão porque vamos gastar 30 bilhões a mais?”.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e pessoas que apenas têm um discurso diferente do imposto pelo cartel midiático vêm sendo perseguidos, seja pela CPI, seja pelo Judiciário. Além dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, agora também o corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, criou seu próprio inquérito administrativo, o qual ordenou o confisco da renda de sites e canais conservadores, como Bárbara, do canal Te Atualizei, e a Folha Política. Toda a receita gerada pelo nosso jornal desde 1º de julho está bloqueada por ordem do TSE, com aplauso do ministro Luís Roberto Barroso, que também é ministro do STF.

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