quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Jornalistas, advogados e deputados reagem a vazamento da Folha de S. Paulo sobre Terça Livre e Allan dos Santos


A velha imprensa divulgou, com estardalhaço, trechos de investigação sigilosa entregue à CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”.  Desprezando completamente princípios éticos do jornalismo, revelou-se o nome e o antigo cargo de uma fonte do jornalista Allan dos Santos. 

O legislador constituinte brasileiro atribuiu tamanha importância ao sigilo da fonte que lhe deu status de garantia fundamental, inscrita no art. 5º da Constituição. No entanto, como a Folha Política vem apontando, para um grupo de pessoas o art. 5º, atualmente, é considerado letra morta. 

Em questão de horas, o ministro Alexandre de Moraes mandou interrogar a fonte do jornalista, em um dos inquéritos que conduz no Supremo Tribunal Federal, inquéritos que, inclusive, foram a origem dos dados divulgados pela velha imprensa. 

O procedimento é conhecido: com base em matérias divulgadas pela velha imprensa e tomadas como provas sem questionamento, sigilos são quebrados, jornais, empresas e residências são invadidas, e os resultados da quebra de sigilos retornam à velha imprensa para expor a concorrência e provocar novas medidas abusivas. 

O advogado Pierre Lourenço, diretor jurídico do Instituto Nacional de Advocacia (INAD), observou: 

“O min. Gilmar Mendes, anos atrás, blindou o jornalista Glenn Greenwald proibindo a PF e MPF de praticar atos que visem à responsabilização do jornalista pela recepção de informações publicadas ante a proteção do sigilo constitucional da fonte jornalística.

Para o ministro era irrelevante o fato do jornalista ter colaborado com o hacker que invadiu conversas privadas de dezenas de autoridades públicas e era correta a publicação destas informações sigilosas, tendo o colegiado do STF mantido este posicionamento, salvo engano. Porém, hoje o jornalista Allan dos Santos tem sua vida devassada em razão de seu ofício profissional simplesmente por noticiar fatos concretos e opinar sobre os mesmos, deixando claro que o Supremo tem dois pesos e duas medidas”.

O deputado estadual mineiro Bruno Engler perguntou: “Quer dizer que, segundo a extrema-imprensa, jornalistas da esquerda têm FONTE e jornalistas da direita (chamados por eles de blogueiros bolsonaristas) têm INFORMANTE e ESPIÃO? Como podem ser tão descarados?”. 

O jornalista Leonardo Coutinho alertou: “Senhores jornalistas, lembrem-se do Art. 5º, inciso XIV da Constituição Federal. As concessões momentâneas, ou até mesmo pontuais, podem significar uma travessia sem volta para outra margem do rio”.

A servidora Sarita Coelho comentou: “Velha imprensa comemora quebra de sigilo da fonte de novos veículos de imprensa. Que vergonha!”.

Marcos Petrucelli, diretor da fundação Palmares, ironizou: “No meu tempo, contato de jornalista era FONTE! Hoje em dia virou INFORMANTE! O JORNALISMO - DEFINITIVAMENTE - ESTÁ MORTO! PS: estamos numa ditadura; só não vê quem não quer!”. Petrucelli acrescentou: “Jornalista de esquerda tem FONTE! Jornalista de direita tem INFORMANTE! Método!”.

O perfil FamiliaDireitaBrasil disse: “Capa da Folha de S. Paulo: estagiária de Lewandowski foi informante de blogueiro bolsonarista. Na matéria, a estagiária denuncia que o ministro mudava sentenças a pedido de autoridades. O GRAVE PARA A MÍDIA É ALLAN DOS SANTOS TER INFORMANTE?”.

O perfil acrescentou: “O ministro do STF determinou que a PF ouça imediatamente a ex-funcionária do gabinete de Lewandowski, citada na Folha como informante de Allan dos Santos. ELE VAI INVESTIGAR A DENÚNCIA DE QUE LEWANDOWSKI MUDAVA SENTENÇAS APÓS LIGAÇÕES ?”

O escritor Bernardo Küster desabafou: 

Jornalistas da mídia velha acham que só eles podem ter fontes sigilosas. Quando descobrem que gente como eu conversa com assessores, políticos e gente de todas as esferas, fazem cara de assombro. São p***s velhas fingindo se espantar com a nud*. Correm covardemente a denunciar. 

Pior! Denunciam fontes fazendo a coisa mais filha da p*** e criminosa do planeta: violam e expõem o sigilo de fonte, um valor moral e constitucional inviolável do qual eles mesmos se valem para vazar os dados. Eles só não entendem que isto um dia vai se voltar contra eles.

Se você é uma fonte de um jornalista que expõe outras fontes, saiba que um dia você também será exposto. Este é um jogo de egos; um joguinho medíocre e perigoso no qual só há perdedores.

E mais: retifico. Os únicos a ganhar com essa m*** de vazar dados são os poderosos, que ficarão protegidos em seus segredos mais íntimos. Imagina se alguém dissesse quem vaza as coisas da CPI, ou quem vaza de tal e tal ministério?”.

Henrique Olliveira, cofundador do Movimento Brasil Conservador, disse: “Deixa ver se eu entendi. A notícia: "Allan dos Santos tinha fonte que informou que decisões eram modificadas a pedido de autoridades". E o "escândalo" é existir uma fonte que fez a denúncia? Ninguém quer investigar a denúncia?  negócio é atacar o mensageiro? PIADA, né?!”.

O professor Carlos Barros apontou: “Olha, jornalistas não respeitando o sigilo de fonte de jornalista. É que vocês não são jornalistas, né ? São marketing, propaganda e narrativas”.

Até o jornalista da velha imprensa Igor Gadelha questionou: 

“Uma questão aos colegas jornalistas: divulgar conversas do Allan dos Santos com uma estagiária do gabinete do ministro Lewandowski não seria revelar a fonte de outro jornalista? A moça não era mais estagiária quando os inquéritos contra o blogueiro foram abertos no STF.

Além disso, como a própria matéria mostra, teria sido a própria estagiária que procurou primeiro o blogueiro, demonstrando interesse em trabalhar na equipe de uma deputada bolsonarista. Também teria partido da estagiária a iniciativa de dizer que trabalhava no STF”.

O cientista político Silvio Grimaldo observou: “A imprensa inteira está fingindo de morta (o mais provável é que esteja morta mesmo) ao mandar para as cucuias o sigilo de fonte, peça fundamental do jornalismo, ao tratar a fonte do Allan dos Santos  no STF como informante ou  espiã. Não só cag* para o sigilo como constrangem a moça, que não fez nada de errado. Todo jornalista que minimamente relevante vive de suas fontes (...). Chegamos ao ápice da crise da imprensa no Brasil, quando o apego ideológico já contaminou tanto, que os próprios jornalistas advogam criminalização do jornalismo”.

Bárbara, do canal Te Atualizei, disse: “Invés da galera comentar o absurdo da informação dada pela estagiária do Lewandowski, d q as coisas mudavam qdo alguém importante ligava, os jornalistis estão chocados pq ela foi a fonte de alguém. Ninguém tá ligando para a gravidade da informação sobre a justiSSa desse país!”. Ela acrescentou: “Hoje morreu a história de que a constituição resguarda o sigilo de fonte…”

O jornalista e economista Rodrigo Constantino teceu duras críticas aos jornalistas da velha imprensa, em vídeo. Constantino disse: “o jornal conseguiu acesso às conversas trocadas entre o jornalista e a funcionária do ministro usando alguma fonte, creio eu. Mas eis o interessante aqui: só quem tem ‘fonte’ é jornalista de esquerda. A tática da velha imprensa é tão manjada que falta sutileza. Todos percebem o truque”.

Constantino apontou que os “militantes disfarçados de jornalistas” usam o termo “blogueiro” para se referir a jornalistas que não sejam de esquerda, ou “se não for da patota corporativista”.

Constantino acrescentou: Eu poderia jurar que a mídia chamasse esse tipo de contato de “fonte”. Algo, inclusive, preservado pela Constituição Federal, com direito a sigilo e tudo. Mas, como se trata de um “blogueiro bolsonarista”, a “fonte” virou “informante”. E o panfleto esquerdista disfarçado de jornal faz de tudo para criar ares golpistas, criminosos, na relação entre a fonte e o jornalista, a ponto de passar batido pelo que realmente importa”. O jornalista citou trecho da matéria: “o que vi de mais espantoso é que realmente eles decidem como querem e o que querem. Algumas decisões são modificadas porque alguém importante liga para o ministro”. 

O jornalista comparou com a expressão “empresário bolsonarista”, lembrando que essa velha imprensa corporativista nunca usa os termos “empresário lulista” ou “empresário tucano”. Constantino apontou: “O jornalismo morreu. Esses militantes perderam a capacidade de identificar o essencial numa notícia. Vale tudo para atingir jornalistas independentes ou simpáticos ao governo”. 

Constantino acrescentou: “essa postura da velha imprensa tem sido responsável por sua acelerada perda de credibilidade. Enquanto jornalistas deveriam estar debruçados sobre os esquemas absurdos que existem no nosso Judiciário e ameaçam nosso estado de Direito, eles preferem fazer picuinha e atacar “blogueiros bolsonaristas”, gente que, aliás, costuma ter muito mais engajamento do que esses próprios jornalistas. A prioridade da turma é lutar com unhas e dentes para resgatar uma era de hegemonia, de monopólio de narrativas, uma época que não volta mais após o advento das redes sociais. Não há mais espírito público, compromisso com os fatos, busca da verdade nos nossos veículos de comunicação. Restou apenas militância ideológica e, claro, tentativa de assass*** de reputações dos novos concorrentes”. 

O internauta Abmir Aljeus apontou: “Parece que o sigilo de fonte, garantido pela própria Constituição para proteger os jornalistas e suas fontes, só vale se o jornalista for de esquerda”.

O investidor Leandro Ruschel disse: “Onde fica o direito constitucional ao sigilo da fonte? Veja o que a fonte de Allan revelou a ele: "O que vi de mais espantoso é que realmente eles decidem o que querem e como querem. Algumas decisões são modificadas porque alguém importante liga pro ministro"”.

Essa divisão promovida pela velha imprensa e por setores do Judiciário, que tenta justificar a retirada de direitos de grupos de pessoas, vem se intensificando e resulta em perseguição a pessoas, jornais e empresas. O Brasil tem hoje presos políticos e jornais e influenciadores censurados. A Folha Política teve toda sua receita gerada desde 1º de julho de 2021 confiscada por uma ‘canetada’ do ministro Luis Felipe Salomão, do TSE, com o aplauso e o respaldo do ministro Luís Roberto Barroso. Além disso, todas as receitas futuras do jornal obtidas por meio do Youtube estão previamente bloqueadas.

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