quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Luciano Hang, dono da Havan, faz chacota de Renan, rebate narrativas da CPI, e aponta: ‘a grande imprensa ficou do lado errado’


O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, fez uma live para comentar seu indiciamento pelo senador Renan Calheiros, relator da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros” . O empresário disse: “Nós precisamos falar de CPI, senão a velha imprensa vai vender o que eles querem”. 

O empresário disse: “Estou agradecido e honrado por ter participado da CPI. Tive a oportunidade de explicar aos brasileiros o que eu e a Havan fizemos durante a pandemia. Sobre o relatório mencionar o meu nome, não esperava nada diferente, pois trata-se de uma comissão política amparada em narrativas e não em fatos. Tenho certeza que a verdade irá prevalecer. Quem não deve, não teme. Assista a live e descubra tudo o que precisa saber sobre o relatório”.

Na live, Luciano Hang questiona um relatório produzido por Renan Calheiros, lembrando que o senador é alvo de muitas ações e investigações no Supremo Tribunal Federal, que não avançam com a mesma celeridade que ações contra “bolsonaristas”. Com um nariz de palhaço, Hang disse: “Seis meses! Quanto dinheiro custou? E qual resultado isso trouxe para a nossa população?” O empresário acrescentou: “seis meses sem ir atrás de governadores, prefeitos, do Consórcio Nordeste, do dinheiro desaparecido, dos respiradores que não chegaram”. O empresário disse que, ao invés de investigar a corrupção, o comando da CPI preferiu ir atrás de cidadãos para amedrontá-los. 

O empresário Luciano Hang tornou-se alvo de perseguição política, especialmente a partir de uma matéria da jornalista Patrícia Campos Mello, publicada na Folha de São Paulo poucos dias antes do segundo turno das eleições. No artigo, a jornalista acusava o empresário de financiar supostos “disparos de whatsapp” em contratos milionários. Ao ser instada a apresentar alguma evidência de sua acusação, a jornalista apresentou uma proposta, que tinha sido apresentada ao candidato Geraldo Alckmin, e nenhum elemento que relacionasse o caso a Hang. Mesmo assim, o empresário e a chapa do presidente Bolsonaro foram investigados e acusados continuamente com base na matéria. 

O empresário processou a jornalista e o jornal e, quando o caso foi analisado por um juiz de direito, reconheceu-se que não havia qualquer elemento que embasasse as acusações. A jornalista e o jornal foram condenados a indenizar o empresário, pois o juiz entendeu que não houve o menor cuidado na apuração dos fatos. 

Recentemente, também o vice-procurador-geral eleitoral se manifestou em ações em análise no Tribunal Superior Eleitoral, todas baseadas nas matérias da jornalista, e afirmou que, após toda a análise dos fatos realizada pelo tribunal, mesmo juntando dados emprestados de inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, no Supremo, não há indícios das acusações da jornalista. O caso irá a julgamento no TSE na próxima semana. 

A Constituição Brasileira, em seu primeiro artigo, afirma que os fundamentos da República são: a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e o pluralismo político. No entanto, para um grupo de pessoas, no qual o empresário foi incluído, esses fundamentos parecem ser relativizados. 

O empresário foi investigado em um dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, tendo tido seus sigilos quebrados e até mesmo sofrido busca e apreensão, com base unicamente em uma reportagem que jamais apresentou qualquer comprovação de suas alegações. 

A Folha Política também foi alvo de inquéritos do ministro Alexandre de Moraes, sofreu busca e apreensão de todos os seus equipamentos, e teve seus sigilos quebrados. Assim como no caso de Hang, os inquéritos se baseiam em “relatórios” e “reportagens” que são tomados como verdadeiros, embora produzidos pela concorrência e sem qualquer compromisso com fatos. 

Com base no mesmo tipo de informação produzida por fontes suspeitas, recentemente o corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, mandou confiscar toda a renda da empresa, com o apoio e elogios do ministro do STF Luís Roberto Barroso, presidente do TSE. 

Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a empresa a sobreviver, doe qualquer quantia através do Pix, utilizando o código que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Se preferir transferência ou depósito, a conta da empresa Raposo Fernandes está disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo. 

Veja trechos da live do empresário Luciano Hang. 


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