segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Senador Girão confronta despautérios de Renan Calheiros, perseguição a Hang e ataques da CPI a conservadores


Em coletiva de imprensa, o senador Eduardo Girão criticou a parcialidade da CPI da Pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça”, e “Tribunal de Renan Calheiros”, avaliou a convocação do empresário Luciano Hang, dono da redes de loja Havan, como mais um ato de perseguição política a conservadores e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, além de explicitar como o abuso de autoridade e as distorções empreendidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito depreciam a credibilidade do Senado Federal.

O congressista encetou: “A gente está vivendo uma situação em que tudo está muito turvo. O ódio acaba aprisionando, cegando a gente. Tira a razão e vai só a emoção (...). A CPI patinou. Perdeu uma grande oportunidade. A gente vê que, a cada dia que passa, a politicagem está tomando conta...de forma cada vez mais abusiva dentro dessa CPI”

Ademais, o senador frisou os despautérios de Renan Calheiros: “De uma hora para outra, o relator, Renan Calheiros, colocou Sergio Moro na CPI. Um tweet parabenizando a missão do Brasil na Índia. É um parceiro comercial. O que tem a ver com o assunto que a gente está tratando aqui? As questões políticas para o ano que vem, está todo mundo vendo que é uma questão politiqueira nesta CPI. A operação Lava Jato só tem méritos para o país, é inspiradora para os brasileiros de bem, que empresários e políticos corruptos sejam presos. Querem colocar isso agora por quê? De certa forma, é uma ameaça de algum eventual candidato ao qual ele está alinhavado? Se ele vier, vai ser algo maluco o que a gente está vendo nesta CPI, perde completamente a lógica”

Outrossim, o parlamentar foi enfático ao abordar a instrumentalização da CPI para atos de perseguição política: “É algo que me parece uma perseguição política. Aliás, todo mundo que compartilha das ideologias do presidente Jair Bolsonaro entra num alvo de perseguição. Já foram as ideias conservadoras, que não é prerrogativa apenas do presidente, mas ele defende. Agora, um empresário que acredita nas ideias dele (...). Com relação a empreendedores, que geram milhares de empregos, a gente tem que incentivar, tê-los como referência. É isso que ocorre no Primeiro Mundo. O Brasil tem este complexo. A gente já viu senador falando na CPI que qualquer fortuna tem de vir de forma ilícita. A gente desestimula as pessoas que estão trabalhando, ralando, como muitos empreendedores que hoje são sucesso. Começaram lá de baixo, com suor, sacrificando a vida pessoal. É esse o prêmio que recebem? Serem chamados por senadores da República que se acham deuses?”.

Dessa forma, Girão explicou como a população está ciente de tais deturpações: “Há agressividade e desrespeito quando falam o que o relator não quer ouvir. Quando contraria, começa o abuso de autoridade, agressividade, show de horrores, ameaça, interrupção, indução de respostas. Ninguém é bobo. O povo está vendo o que está acontecendo”.

A perseguição a conservadores não se limita à CPI, estendendo-se às cortes superiores, com quem a CPI promove um intenso intercâmbio de informações sigilosas. Inquéritos conduzidos em segredo de justiça pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal foram compartilhados com a CPI, e materiais obtidos nos inquéritos foram imediatamente entregues à velha imprensa, que passou a atacar os cidadãos e empresários com a exposição de seus dados, sugerindo crimes onde não há, e promovendo verdadeiras campanhas para afetar a imagem das empresas. 

A Folha Política também é alvo da perseguição a conservadores. O jornal já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando do ministro Alexandre de Moraes, e atualmente tem sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do TSE, com o respaldo e elogio do ministro do STF Luís Roberto Barroso, presidente do TSE. 

A Folha Política reporta eventos da política brasileira, transmitindo e relatando atos e eventos dos três poderes. Entre os vídeos cuja renda foi “confiscada” e bloqueada pelo ministro Luís Felipe Salomão, estão transmissões de sessões do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, da Presidência da República, do Supremo Tribunal Federal e do próprio Tribunal Superior Eleitoral, além de vídeos produzidos por políticos eleitos pelo povo, notícias pautadas pela documentalidade e pela publicidade e debates concernentes a temas relevantes para a democracia brasileira. Ademais, como não há delimitação temporal ou especificação de vídeos, também houve o bloqueio da renda de mais de 13 mil vídeos do canal Folha Política que foram publicados ao longo dos últimos anos.

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