terça-feira, 5 de outubro de 2021

Senador Girão enfurece Omar e Randolfe ao expor, na CPI, ruína da credibilidade do Senado


No decorrer de depoimento de Raimundo Nonato Brasil à CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Eduardo Girão confrontou membros do “G7”, Omar Aziz, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, e Renan Calheiros, relator da Comissão, ao abordar as omissões da CPI. Nesta toada, o parlamentar discutiu com Randolfe Rodrigues ao argumentar que a CPI está contribuindo para denegrir a imagem do Senado Federal perante a população brasileira.

Girão asseverou: “A pesquisa XP mostrou os índices preocupantes de confiança da sociedade acerca das instituições do Brasil. Até que ponto a gente está colaborando para esse tipo de descrédito estarrecedor crescendo no âmago do povo brasileiro?  Olha só os números: 86% não confiam em partidos políticos; 82% não confiam na Câmara dos Deputados – olha o Parlamento brasileiro –; 76%, recorde, 76% não confiam no Senado Federal”.

Ademais, o parlamentar complementou: “Subiu o índice de rejeição do Senado e a gente fica se perguntando o porquê. Muitos fatores e um deles, que a gente viu ter uma audiência muito grande esta CPI aqui no começo, na minha opinião, respeito quem pensa diferente, mas justamente por não querer rastrear indícios gravíssimos de corrupção, como a gente viu no Petrolão, como a gente viu no Mensalão, esta CPI não quis rastrear, a agressividade que a gente viu aqui em várias sessões, o desrespeito, os abusos, fazem esta Casa se apequenar nesse sentido”.

Nesta esteira, o senador Eduardo Girão expôs como a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte não se omitiu diante de denúncias a respeito do Consórcio Nordeste: “Agora tem uma notícia boa, Senador Marcos Rogério, eu já disse aqui que quem não tem cão caça com gato. E, o Rio Grande do Norte, o Estado do Rio Grande do Norte, a Assembleia Legislativa, mesmo tendo verba federal no Consórcio Nordeste, que era obrigação nossa estar aqui investigando, ela abriu lá a CPI e adivinha quem vai amanhã? Adivinha quem vai amanhã? Carlos Gabas, o Diretor-Executivo do Consórcio Nordeste. Adivinha quem foi que pediu um habeas corpus amanhã? Pois é, um pedido de habeas corpus do Diretor-Executivo do Consórcio Nordeste que, depois de todas as denúncias que nós fizemos aqui, não foram poucas, continua Diretor-Executivo do Consórcio Nordeste, recebendo um salário aí de quase R$20 mil por mês e é por essas e outras que a gente está tendo essa situação se agravando a cada dia”.

Ao invés de investigar a corrupção com os recursos federais enviados aos estados e municípios, a CPI tem concentrado seus esforços na perseguição a pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Com base em relatos produzidos pela velha imprensa, a CPI perseguiu e achacou cidadãos, em procedimentos semelhantes aos adotados em inquéritos conduzidos nas cortes superiores, com as quais o comando da CPI mantém um intenso intercâmbio de informações sigilosas. 

O procedimento usual é o de quebrar os sigilos dos cidadãos e empresas sob qualquer pretexto, mesmo sem haver qualquer indício de crime, e então entregar os dados sigilosos obtidos para a velha imprensa para que promova mais exposição e assass*** de reputações, o que justifica ainda mais medidas abusivas. 

As investigações seletivas estão comuns no País. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes conduz inquéritos sigilosos contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Em um desses inquéritos, a sede da Folha Política foi invadida e todos os equipamentos do jornal foram apreendidos. Após a Polícia Federal atestar que não havia motivos para qualquer indiciamento, o inquérito foi arquivado a pedido do Ministério Público, mas o ministro abriu outro inquérito de ofício e compartilhou os dados do inquérito arquivado. Atualmente, a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, em atitude que foi elogiada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. 

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