terça-feira, 5 de outubro de 2021

Senador Girão expõe como Hang derrubou tática da CPI: ‘Fim melancólico, feitiço contra feiticeiro’


Em coletiva de imprensa a respeito da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Eduardo Girão frisou como a Comissão Parlamentar de Inquérito, conduzida com o intuito de perseguir adversários políticos e depreciar o Governo Bolsonaro, está maculando a imagem do Senado Federal e perdendo credibilidade junto à população brasileira.

O parlamentar encetou: “A gente tem visto de tudo nesta CPI. É uma CPI que está comprovado que é um instrumento político eleitoreiro. Tanto é que surgiram três candidatos à Presidência da República dentro da comissão. O que a gente vê é muita narrativa, autoritarismo. Agora, mesmo, tivemos uma situação dessa”.

Neste contexto, o congressista expôs a falta de técnica e imparcialidade na condução dos trabalhos: “Não é à toa que o Senado Federal está com a popularidade cada vez mais baixa, a pesquisa mostra como estamos mal. É isso: manipulação explícita, desrespeito, agressividade, autoritarismo”.

Ademais, o senador Girão salientou a derrota do “G7” por ocasião do depoimento de Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan: “Tudo que não deve ser feito em uma CPI eles estão fazendo. E não querem rastrear corrupção. A condução de Omar Aziz e Renan Calheiros é sofrível. Queríamos uma CPI técnica, levando informações e investigações sérias (...). Tentam humilhar pessoas. Pegaram um empreendedor na semana passada [Luciano Hang], o objetivo era assass* a reputação dele por ter uma linha ideológica próxima à do presidente da República, Jair Bolsonaro. O feitiço virou contra o feiticeiro. Luciano Hang deu um balão em todo mundo. Até agora, estão procurando o caminho para encerrar essa CPI, pois foi muito feio”.

A Constituição Brasileira, em seu primeiro artigo, afirma que os fundamentos da República são: a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e o pluralismo político. No entanto, para um grupo de pessoas, no qual o empresário Lu foi incluído, esses fundamentos parecem ser relativizados. 

O empresário Luciano Hang foi investigado em um dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, tendo tido seus sigilos quebrados e até mesmo sofrido busca e apreensão, com base unicamente em uma reportagem que jamais apresentou qualquer comprovação de suas alegações. O empresário processou a repórter e o jornal, e, quando o caso foi analisado por um juiz de direito, reconheceu-se que a reportagem não atendeu ao menor dever de cuidado em averiguar os fatos. 

A Folha Política também foi alvo de inquéritos do ministro Alexandre de Moraes, sofreu busca e apreensão de todos os seus equipamentos, e teve seus sigilos quebrados. Assim como no caso de Hang, os inquéritos se baseiam em “relatórios” e “reportagens” que são tomados como verdadeiros, embora produzidos pela concorrência e sem qualquer compromisso com fatos. 

Com base no mesmo tipo de informação produzida por fontes suspeitas, recentemente o corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, mandou confiscar toda a renda da empresa, com o apoio e elogios do ministro do STF Luís Roberto Barroso, presidente do TSE. 

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