terça-feira, 19 de outubro de 2021

Senador Girão faz desabafo emocionante e desmoraliza CPI frente a frente: ‘Goela abaixo, tóxico, insalubre’


Em pronunciamento na CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça”, e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Eduardo Girão fez um desabafo emocionante e, frente a frente, desqualificou e desmoralizou a Comissão Parlamentar de Inquérito. O congressista foi enfático ao apontar a parcialidade da investigação, a barbárie que envolveu os métodos de Renan Calheiros e Omar Aziz, além de assestar a covardia do “G7”.

Girão avaliou: “Graças às orações de milhares, talvez milhões de brasileiros para que a gente possa combater o bom combate aqui em um ambiente muitas vezes tóxico, insalubre, que permeou muitas sessões. A falta de razão, a emoção exacerbada misturada com política eleitoreira, antecipando o calendário do ano que vem. Procurei fazer um trabalho independente e é assim que vai ser o relatório que vou apresentar aos colegas na semana que vem”.

Nesta toada, o parlamentar explicitou como métodos espúrios da CPI resultaram em falta de credibilidade perante a população brasileira: “Está esvaziada essa sessão, o povo brasileiro percebeu a manipulação explícita, muitas vezes, fazendo palanque em cima de caixões. Isso não é correto. Todas as famílias merecem nossa extrema solidariedade, toda dor deve ser acolhida. Foi uma tragédia humana. Uma provação global sem precedentes na História. A gente viu, infelizmente, se perder a mão nessa CPI, com decisões esdrúxulas. Tratamento diferenciado para quem confirma a narrativa, não se ouve o outro lado”.

Ademais, o parlamentar ressaltou a covardia dos dirigentes da comissão: “Não querem o contraditório. Querem empurrar, goela abaixo do povo brasileiro, uma narrativa. Perdeu. O povo brasileiro vê isso. Descredibilizou essa CPI, a qual poderia ter feito um grande trabalho. Vou apontar coisas de que essa CPI fugiu de forma covarde”.

Nesta esteira, o senador frisou a incompetência do “G7” e, em especial, do relator Renan Calheiros para a realização de uma investigação séria e isenta: “Há uma visão deliberadamente míope do grupo majoritário da CPI. Deixaram de investigar recursos repassados a estados e municípios (...). Essa CPI não investigou escândalos de corrupção, se omitiu em relação a mais de 100 operações da Polícia Federal em 26 estados brasileiros. Peculato, corrupção passiva, prevaricação, contratação ilegal. Essa CPI correu, se acovardou, se apequenou (...). Para aqueles que corroboram e confirmam as narrativas do G7, tratamento cordial, gentil, polido. Para aqueles que ousavam enfrentar o grupo majoritário, o tratamento remetia ao tratamento em deploráveis delegacias de polícia, como se criminosos fossem. Isso enojou o povo brasileiro!”.

Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

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