sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Senador Girão vai à sede do Consórcio Nordeste e pressiona CPI: ‘R$2,5 milhões com dinheiro do povo’


O senador Eduardo Girão gravou um vídeo em frente à sede do Consórcio Nordeste em Brasília, pressionou membros da CPI que se recusam a investigar operações suspeitas e pediu apoio para uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que possa investigar a corrupção com os recursos enviados pelo governo federal aos estados e municípios. 

O senador mostrou o local e disse: “Agora, vou mostrar para vocês a sede do Consórcio Nordeste aqui em Brasília, quase R$ 2,5 milhões em um contrato de 5 anos; R$40 mil do seu dinheiro por mês. Para fazer o quê? É uma reunião de nove estados, governos alinhados ideologicamente. O Consórcio Nordeste custa, por ano, 10 milhões de reais”.

O senador relatou que o comando da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, recusou-se a investigar o Consórcio Nordeste embora haja muitos indícios de que a investigação é necessária. Girão disse: “Tentamos levar esses personagens para a CPI. O salário do Carlos Gabas, da diretoria, é de R$19 mil. Assessores, R$17 mil. Gerentes, R$15 mil. Além disso, R$1,3 milhão de reais é gasto com serviços jurídicos. De quê? A CPI não quer analisar. A comunicação social, para mídia, é de R$1,3 milhão”.

O senador acrescentou: “Além disso, transferência de R$2,5 milhões para entidades privadas. O ministro da CGU deixou muito claro: R$120 bilhões foram enviados pelo Governo Federal para estados e municípios, mas a CPI não quer olhar, rastrear a corrupção. Conseguimos assinaturas de 37 senadores para formar outra comissão para fazer o que esta não faz. Vai ser uma comissão mista, com Senado e Câmara”. Anteriormente, o parlamentar salientou: “São dois nomes chaves: Bruno Dauster e também a senhora Cristiana Prestes, que é a dona da empresa He*Care, que recebeu antecipadamente o dinheiro desse esquema montado, quase R$ 50 milhões, e não entregou os respiradores para o povo nordestino. Então, a gente quer saber a verdade”. Nesta ocasião, Girão acrescentou que, quando se fala no Consórcio Nordeste, parte dos integrantes da CPI demonstra nervosismo e é preciso entender o que está "por trás dessa blindagem estranha".

Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. 

Há quase 10 anos, a Folha Política vem mostrando os fatos da política brasileira e dando voz a pessoas que o cartel midiático quer calar. Pix: ajude@folhapolitica.org


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