terça-feira, 26 de outubro de 2021

Senador Jorginho confronta manipulações de Renan e Omar na CPI: ‘Teorias da Conspiração’


Durante a sessão que deve votar o relatório da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Jorginho Mello denunciou o desvio de foco da comissão. Jorginho Mello afirmou: “Essa CPI sempre teve um foco político. Criaram uma narrativa, um enredo pra responsabilizar o Presidente Bolsonaro – esse presidente, que rompeu com a corrupção no Brasil. Ele interrompeu um histórico de muitos anos de corrupção”.

O senador acrescentou: “Enquanto o Presidente disponibilizou mais de 600 bilhões para o combate à pandemia no ano de 2020/2021, aqui era tratado como geno***. Nós somos um dos países que mais vacinou em todo mundo – foi o Brasil. Enquanto teoria de conspiração para arranhar a imagem do Presidente, do Governo... Não se fez nenhum negócio, não se gastou nenhum tostão com negócios que tentaram fazer com o Governo. Infelizmente, a CPI não moveu um músculo pra seguir o caminho da corrupção e do dinheiro”. 

O senador Jorginho Mello criticou as atitudes do relator, Renan Calheiros, que destratou testemunhas e investigados. Jorginho disse: “Vieram muitos picaretas, mas também vieram pessoas para dar informação técnica, informação importante. Os que interessavam, foram bem tratados; nos que não interessavam, meteu-se a bota. O Relator, quando a pessoa não falava o que ele queria, ele ficava possesso, ele inquiria para dizer o que ele queria que fosse dito”. Ele acrescentou: “Eu espero que a PGR arquive; avalie, veja que não tem crime, principalmente contra o Presidente da República – não tem evidência, não tem crime –, e arquive esse processo todo”.

O senador criticou duramente a proposta de indiciar o senador Luís Carlos Heinze. Jorginho Mello disse: “o enquadramento de um Senador, de um parceiro nosso desta CPI, por opinião, o indiciamento dele, isso não é cabível. Eu quero apelar, Sr. Presidente, a V. Exa. que convença o Relator, até porque o Relator não tem condições morais nenhuma de indiciar ninguém; e ele aceitou de pronto. Ele não é exemplo para ninguém no Brasil. Tem 13 inquéritos no Supremo Tribunal Federal e quer enquadrar um Senador como o Heinze, que é um homem ficha limpa! Isso não é possível. Esta CPI vai cometer um ato de que todos nós vamos nos arrepender. Ele se manifestou respeitosamente, no estilo dele. Agora está inquirido? Que brincadeira é essa? Eu quero deixar isto registrado, Sr. Presidente: que V. Exa. tenha a sabedoria de pedir para que ele tire o indiciamento do Senador, porque, senão, extrapolou todos os limites, passou. "Opinião é crime; vamos indiciar." Que é isso? Por favor”.

Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

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