sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Senador Marcos Rogério anuncia voto em separado ao denunciar ‘jogo eleitoral’ da CPI e comentar vexame de Gabas


Em entrevista coletiva após sessão da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Marcos Rogério apontou as contradições observadas ao longo dos trabalhos da comissão, mostrando que o comando da CPI usa padrões diferentes de julgamento conforme as convicções ideológicas das pessoas sendo questionadas. O senador disse: “A CPI é contraditória. Ela condena o Conselho Federal de Medicina por ter garantido ao médico o direito de atuar de acordo com suas convicções, com seu conhecimento. Agora, acusa esse grupo de saúde (...). A CPI tenta...quando você questiona, de alguma maneira, para colocar em xeque o que está sendo dito, eles se incomodam, eles apelam, eles intervêm, agridem”. O senador explicou: “Ou seja: a CPI está comprometida com uma diretriz de pré-julgar o Governo Bolsonaro, pré-julgar médicos (...). 

O senador Marcos Rogério explicou que, tendo em vista os sinais de como será o relatório do senador Renan Calheiros, está preparando um voto em separado. Marcos Rogério disse: “Estou trabalhando um voto em separado e pretendo apresentar. Eu acho que a CPI teve uma condução equivocada. Ela mirou apenas em uma disputa eleitoral, um jogo pré-eleitoral. Não olhou para os fatos, para as evidências. Não buscou as provas. O senador Girão apresentou hoje, na CPI, uma fala do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do Rio Grande do Norte. Eles conseguiram fazer a convocação do secretário-executivo do Consórcio Nordeste, o senhor Carlos Gabas”.

O senador lembrou que, na CPI do senado, Gabas não foi sequer convocado. Ele disse: “Ele aparece com um Habeas Corpus debaixo do braço e usa o direito de permanecer em silêncio. Ninguém quer dar explicação sobre o que aconteceu no Consórcio Nordeste. Ali, tem um rombo bilionário, inclusive com delação no processo. O dinheiro foi pago, o equipamento não foi entregue, a população ficou a ver navios e a CPI do Senado não quer ouvir. Não quer ouvir alguém acusado de corrupção, com provas, com evidências. Fica gastando o tempo de todos nós discutindo questões que não levam a nada (...). Não há uma prova, uma evidência contra o Governo Federal. Talvez estejam trazendo o ministro aqui para questionar sobre um gesto que ele fez. É isso que a CPI tem que fazer?”.

Esse tipo de Investigação seletiva mencionada pelo senador é cada vez mais comum no País. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes conduz inquéritos sigilosos contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Em um desses inquéritos, a sede da Folha Política foi invadida e todos os equipamentos do jornal foram apreendidos. Após a Polícia Federal atestar que não havia motivos para qualquer indiciamento, o inquérito foi arquivado a pedido do Ministério Público, mas o ministro abriu outro inquérito de ofício e compartilhou os dados do inquérito arquivado. Atualmente, a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, em atitude que foi elogiada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. 

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