domingo, 17 de outubro de 2021

Senador Marcos Rogério aponta discurso ‘capenga’ da CPI contra Bolsonaro, ilegalidades e ‘blindagem’ do Consórcio Nordeste


Em vídeo divulgado pelas redes sociais, o senador Marcos Rogério fez uma dura avaliação dos resultados da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”. O senador apontou: “Do ponto de vista prático, a CPI não contribuiu em absolutamente nada. Não salvou vidas, não colaborou com o enfrentamento à pandemia, nem investigou indícios de corrupção. Teremos nos próximos dias um relatório capenga, que se presta a um único papel: perseguir e nada mais. Será um parecer meramente político, com fins eleitoreiros, cujo objetivo principal é desgastar a imagem do presidente Bolsonaro”. 

O senador enfatizou que o comando da CPI buscou unicamente desgastar o presidente desde o início, de forma que o relatório mal tem relação com as investigações: “O relatório final vai ser um relatório político, que vai tentar fazer um enquadramento do presidente da República, que nem poderia ser investigado nesta CPI. Nossa Constituição não permite que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado na CPI, isso ofende a separação de poderes. Não vai dar em nada, não é o caminho próprio. É apenas um embate político que vai ser utilizado no jogo eleitoral das eleições de 2022”.

O senador lembrou ainda: “A sociedade brasileira conhece muito bem quem são os integrantes da CPI que estão acusando o Governo Bolsonaro e por que estão acusando. Nós temos um caso muito emblemático, que é o do Consórcio Nordeste. Tivemos escândalos com compra de respiradores, pagamento antecipado e nenhum equipamento entregue. Há, inclusive, delação premiada apontando que houve um grande acordo de corrupção. A CPI nunca aceitou investigar o que aconteceu no Consórcio Nordeste. A sociedade não aceita isso. Acusar o presidente Jair Bolsonaro de algo que ele não cometeu e proteger aliados políticos nos estados. É uma mensagem muito ruim”.

Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

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