sábado, 23 de outubro de 2021

Senador Marcos Rogério bate boca com Omar Aziz: ‘Escolinha do Professor Raimundo’


Na sessão de apresentação do relatório final da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Marcos Rogério e o presidente da comissão, senador Omar Aziz, envolveram-se em um bate-boca em torno das dificuldades enfrentadas pelos senadores não alinhados com o famoso “G7”, o comando da CPI. 

O senador Marcos Rogério, que apresentou um voto à parte, questionou o tempo que lhe foi concedido para apresentação de seu voto, e depois apresentou uma questão de ordem apontando que a CPI não tem poderes para investigar o presidente da república, e muito menos indiciá-lo, como fez o relator, Renan Calheiros. 

Ao negar a questão de ordem do senador Marcos Rogério, o senador Omar Aziz afirmou que o objetivo da CPI era acusar o presidente. Ao concluir, disse: “Eu o ouvi. A sua questão de ordem está indeferida. O Presidente cometeu muitos crimes e vai pagar por eles”. O senador Marcos Rogério ironizou: “É o método "tratoraço"”. E Omar Aziz respondeu: “Tenha a maioria aqui, e aí você aprova o que você quiser. Se não tem, fique quieto”.

O bate-boca entre os senadores é bastante ilustrativo de como funcionou a CPI, deixando de lado indícios de corrupção para desgastar o presidente Jair Bolsonaro e perseguir seus apoiadores. Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

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