terça-feira, 19 de outubro de 2021

Senador Marcos Rogério refuta relatório de Renan que indicia Bolsonaro e fala em ‘conclusões absurdas’


Em pronunciamento na CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça”, e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Marcos Rogério fez uma avaliação da Comissão, apontando que a CPI deixou de investigar corrupção e criou conclusões absurdas para acusar o presidente Jair Bolsonaro sem qualquer fundamento. 

O senador disse: “quero lamentar mais uma vez que esta CPI não considerou a necessidade de uma investigação mais profunda em relação ao emprego dos recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia”. Marcos Rogério acrescentou: “Se estávamos querendo realmente descobrir por que o Brasil teve mais mortes e se teria sido possível ou não reduzir esse número, teríamos que ter investigado a gestão dos recursos, se houve ou não eficiência no emprego dos bilhões de reais. Não foram poucos os pacientes que morreram por falta de UTI em Estados e Municípios para os quais foram destinados equipamentos e recursos para alocação de leitos de UTIs. Muitos morreram por falta de um respirador – por falta de um respirador! –, quando um grande volume de recursos foi destinado para a compra de respiradores”.

O senador Marcos Rogério lembrou o caso do Consórcio Nordeste: “compra milionária, sem licitação, com direcionamento, pagamento antecipado, sem entrega de equipamentos e conluio para distribuição do propinoduto. Tem até delação premiada”. O senador questionou por que nenhum governador se retirou do Consórcio após as denúncias, e disse: “quem não tomou iniciativa sabendo do que aconteceu é cúmplice, é partícipe”.

O senador apontou que todos esses indícios foram propositalmente ignorados pela CPI, que preferiu focar em desgastar o presidente Jair Bolsonaro. Marcos Rogério disse: “Uma investigação superficial e seletiva, que elege temas simplesmente com o foco de atingir a imagem do Presidente, que expressou opinião pessoal, dele, sobre um medicamento ou outro. Esse foi o foco da CPI. Agora, teve Presidente, no passado, aqui, que o maior exemplo dele é o da roubalheira que aconteceu no Brasil. E aí está tudo certo; ninguém fala nisso. O maior exemplo dele era de ser apaixonado por algumas coisas que... Não, mas aí está tudo certo”.

O senador criticou ainda o “vazamento” do relatório de Renan Calheiros à imprensa antes de sua apresentação aos senadores. Ele apontou: “Os pontos do relatório que têm sido vazados, que a imprensa já conhece, e que nós, que estamos nesta CPI não conhecemos, demonstram conclusões absurdas, como é o caso de considerar o Presidente como autor de geno*. A própria imprensa nacional, a imprensa nacional está repercutindo hoje esse absurdo, mas que, infelizmente, está na linha das falas do Relator (...). O uso de expressões fortes sem lastro algum em prova e despidas de qualquer razoabilidade é o que tem marcado o trabalho que se anuncia como conclusão desta CPI, o que lamentamos, lamentamos profundamente”.

A atribuição de crimes sem qualquer fundamento, além de característica da CPI, é também característica de inquéritos conduzidos nas cortes superiores, com os quais a CPI manteve intenso intercâmbio de informações sigilosas. Pessoas e empresas são atacadas e acusadas de supostos crimes, mesmo sem qualquer fundamento além de acusações vagas propaladas pela velha imprensa. Os ataques se dirigem exclusivamente a grupos conservadores. 

O intercâmbio entre velha imprensa, a CPI, e inquéritos nas cortes superiores resulta em intensa perseguição a veículos conservadores independentes, como a Folha Política. O jornal, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, agora tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, com o respaldo e aplauso do ministro Luís Roberto Barroso, do TSE e do STF. 

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