quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Senador Marcos Rogério se pronuncia após tumulto na CPI e aponta tática de Renan contra Bolsonaro


Em entrevista coletiva após a sessão da CPI da Pandemia, também conhecida  como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Marcos Rogério lembrou o tumulto ocorrido na tarde de hoje e apontou que a gritaria mostrou que a CPI se resume a “um palco de narrativas”. O senador disse: “a CPI sempre se pauta nas narrativas. Quando comecei a apresentar os pontos da narrativa, eles começaram a ficar histéricos, esqueceram qualquer regra de convivência interna, e partiram para o ataque”. 

O senador Marcos Rogério lembrou que o depoente de hoje tinha sido indicado pelo governo federal, mas a indicação foi retirada, e então o Senado decidiu, para contrariar o governo, manter a indicação. Segundo o senador, agora, quando é do interesse do comando da CPI a narrativa de que a indicação foi do governo, os senadores ignoram as declarações do próprio depoente e também os registros da Casa.

Marcos Rogério disse: “toda a narrativa parte de uma base falsa. E eu lamento isso”. O senador apontou que o comando da CPI mira parlamentares da Câmara dos Deputados e alertou sobre os riscos para o futuro. O senador disse que, embora discorde de muitas atitudes da Agência, isso não lhe dá o direito de incluir pessoas como investigados sem uma forte motivação. Marcos Rogério questionou: “o Senado vai aceitar se fizerem uma CPI lá e começarem a chamar senadores como investigados?”. 

O senador apontou que a CPI é utilizada como instrumento político e resumiu:  “se não falar o que o relator quer ouvir, o que a oposição quer ouvir, então não vale, não serve. São narrativas”.

Questionado sobre o que espera do parecer do relator Renan Calheiros, Marcos Rogério apontou que não deve haver nenhuma surpresa, pois o relator sempre disse o que vai fazer. Marcos Rogério disse: “ele já escolheu um culpado, já mirou o presidente Bolsonaro e acha que ele é culpado por tudo”. O senador disse que gostaria de ser surpreendido com a inclusão, no relatório, dos casos de corrupção como o do Consórcio Nordeste, mas acrescentou: “a considerar o que foi feito na CPI, o relatório principal deve ser um relatório manco”. O senador acrescentou que apresentará um voto em separado, trazendo os dados que foram levantados durante a CPI.

O senador lembrou que o ex-ministro Carlos Gabas, cuja convocação foi recusada na CPI, foi convocado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte hoje, e lá ficou calado, amparado por um habeas corpus. Marcos Rogério lembrou que o Consórcio Nordeste “pagou adiantado e nunca recebeu, mas a CPI nunca quis investigar, nunca quis chamar ninguém para prestar depoimento”. 

A escolha de culpados, seguida pela busca de crimes para atribuir aos escolhidos, foi a principal marca da CPI, e também pode ser observada na velha imprensa e nos inquéritos conduzidos nas cortes superiores com os quais a CPI mantém intenso intercâmbio de informações sigilosas. 

A renda deste vídeo e de todos os outros da Folha Política está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, com respaldo e apoio de Luís Roberto Barroso, ministro do STF e presidente do TSE. O ministro decidiu, de forma monocrática e em um inquérito administrativo, confiscar toda a renda da empresa, a pretexto de impedir a divulgação de discursos que não lhe agradam. Sem a renda, a empresa em breve não poderá mais manter sua estrutura em funcionamento, cumprir seus compromissos financeiros e pagar seus colaboradores.  

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