terça-feira, 19 de outubro de 2021

Senadores Jorginho, Girão, Marcos e Heinze repudiam e destroçam Renan e CPI: ‘Lamentamos muito. Só narrativas’


Em entrevista coletiva, os senadores Jorginho Mello, Eduardo Girão, Marcos Rogério e Luís Carlos Heinze expressaram seu repúdio pelas atitudes do “G7” da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”. Os senadores relembraram os pedidos que fizeram, ao longo da Comissão, para que fosse feito um trabalho sério, e apontaram que o resultado final é triste e chega a prejudicar a imagem de todo o Senado, já que a CPI não investigou corrupção e se concentrou em desgastar o presidente Jair Bolsonaro. 

Girão assestou: “O relatório já foi vazado outra vez. Isso só faz derreter a credibilidade do relatório final. O final foi melancólico: totalmente esvaziado o depoimento de hoje, o que mostra a falta de adesão dos próprios senadores. Nós produzimos, juntos, uma nota de repúdio. Esperamos até a última hora para que fossem investigados os bilhões de reais de verbas federais que foram enviadas para estados e municípios. Esta CPI fugiu (...). O caso do Consórcio Nordeste é emblemático. Está vindo tanta lama disso pelos dados que a gente recebeu, pelo compartilhamento da CPI do Rio Grande do Norte. Estamos colocando uma carta aberta ao Brasil, uma nota de repúdio à CPI da Pandemia do Senado, que não quis investigar”.

O senador Jorginho, por seu turno, apontou: “Esta nota de repúdio é de todos nós. Dinheiro público...ninguém quis procurar o caminho do dinheiro. A preocupação da CPI sempre foi criar uma narrativa para espetar, para embaçar, para prejudicar o Governo Federal. Todos nós nos compadecemos, mas não pode trazer militantes políticos para fazer discursos. Não venham usar a dor das pessoas para fazer demagogia barata. Renan Calheiros é muito caridoso, está preocupado com a vida das pessoas...O Brasil o conhece. Ele está preocupado é em fazer politicagem”.

O senador Marcos Rogério dissertou: “Pedimos que se aprovasse a convocação de gestores estaduais, municipais, que se envolveram em falcatruas. Há um antro de corrupção, com elementos fáticos, com robustez probatória, mas o comando da CPI se negou a investigar. Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, estão fazendo o que a CPI não quis fazer aqui. Pelo relatório de Renan Calheiros que foi vazado, é a maior peça de ficção que já vi. Imputa crimes a quem sequer foi investigado na CPI, a quem não foi ouvido na CPI. Indiciando o presidente Jair Bolsonaro, que sequer poderia ser investigado por essa CPI”.

O senador Heinze, por sua vez, apontou: “Lamentamos muito. Só narrativas, não quiseram fazer debates e nunca aceitaram o contraditório”.

A atuação conjunta entre a velha imprensa e o comando da CPI chamou a atenção, seja pelo apoio explícito, seja pelo acesso privilegiado a documentos sigilosos, que, ao chegar à CPI, “vazavam” rapidamente para esses veículos. O “vazamento” do relatório final foi apenas mais um exemplo. Antes dele, houve até vazamentos de dados sigilosos advindos de inquéritos secretos que tramitam no Supremo Tribunal Federal, sem qualquer relação com o objeto da CPI. 

Esse intercâmbio entre a velha imprensa, a CPI, e inquéritos nas cortes superiores resulta em intensa perseguição a veículos conservadores independentes, como a Folha Política. O jornal, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, agora tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, com o respaldo e aplauso do ministro Luís Roberto Barroso, do TSE e do STF. 

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