segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Bia Kicis mostra perseguição a parlamentares: ‘se é para atacar alguém da base do governo, vale tudo’


Em sua live semanal, a deputada federal Bia Kicis explicou os movimentos por trás das reações à aprovação, pela CCJ da Câmara, de uma PEC que diminui a idade para a aposentadoria compulsória de ministros do Supremo Tribunal Federal. A deputada explicou como os parlamentares que integram a base do governo estão sendo perseguidos, e como vêm tendo suas prerrogativas desrespeitadas, em flagrante desrespeito à Constituição. 

A deputada explicou que a PEC surge de uma necessidade observada pelo Congresso a partir de excessos cometidos por alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, e que as reações à aprovação da PEC mostram a intenção de limitar e até proibir a atividade legislativa de um grupo de parlamentares. Bia Kicis apontou que, embora não haja qualquer relação entre a idade de aposentadoria de ministros e as cláusulas pétreas da Constituição, existe a construção de um discurso, com a participação de ministros e da velha imprensa. 

Bia Kicis disse: “não é cláusula pétrea. Mas eles estão fazendo uma ginástica mental. Uma ginástica intelectual, e a imprensa, claro, está batendo palma. Porque, se é para dizer que está errada a PEC da deputada Bia Kicis, que é apoiadora do Bolsonaro, então vale tudo. Vale falar as maiores mentiras, as maiores asneiras, como a imprensa tem feito. Se é pra atacar alguém da base do governo, vale tudo. Agora, se fosse um deputado da esquerda, do PT, do PDT, que tivesse feito essa proposta, certamente não haveria esse tipo de conversa, esse tipo de diálogo entre jornalista e ministro. Não haveria”.

A deputada explicou: “Está muito claro, a gente sabe o que está acontecendo. É o seguinte: estão querendo nos transformar em parlamentares sem prerrogativa. (...) a gente não tem imunidade parlamentar. O que a gente fala pode virar crime, embora a Constituição diga que nós somos absolutamente imunes por quaisquer palavras, votos e opiniões. Quaisquer! Não sabe o que é “quaisquer”, olha no dicionário. Estão transformando nossas palavras em crimes, estamos sendo acusados, investigados por crimes de opinião. E agora até a nossa atividade legislativa está sendo punida”. 

Bia Kicis lembrou o exemplo do deputado Daniel Silveira. Ela disse: “Temos aí o Daniel Silveira que ficou preso, não pode falar nas redes, não pode dar entrevista. Eu, daqui a pouco, não posso legislar mais, que o que eu faço é “ataque às instituições”. O que é isso? Que palhaçada é essa? É inacreditável isso”.  A deputada enfatizou a necessidade de agir, segundo as leis, e também a importância do voto nos parlamentares. Bia Kicis disse: “uma das formas de mudar é mudando as leis, colocando, talvez, mandato para ministro, mudando esse Senado, colocando senadores que tenham coragem para fazer o que tem que ser feito, coragem para ler a lei de responsabilidade e ver quando algum ministro comete crime de responsabilidade, e abrir processo de impeachment, sim.

Porque enquanto eles forem acima do bem e do mal, enquanto eles puderem invadir competências à vontade, do Legislativo e do Executivo, e a gente não puder nem questioná-los, que vira “afronta ao poder”, “afronta ao Supremo”, não vai prestar”. 

A perseguição a um grupo mencionada pela deputada não afeta apenas parlamentares, mas também cidadãos comuns e veículos de imprensa independentes, que são alvo de medidas arbitrárias, com o mesmo apoio da velha imprensa, que tenta eliminar a concorrência. Sem justificativa jurídica, o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, decidiu confiscar a renda de sites e canais conservadores, para destruir empresas privadas das quais discorda. A decisão, que incluiu a Folha Política, confisca todos os rendimentos da empresa, e teve o apoio e aplauso do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, que é também ministro do STF. “Marcar” pessoas e fechar empresas por motivações políticas são atitudes que já foram observadas na História, mas nunca em democracias. 

Se você apoia a Folha Política e pode ajudar a evitar que a empresa seja fechada por falta de recursos para manter seus compromissos financeiros e pagar seus colaboradores, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

Há quase 10 anos, a Folha Política vem enfrentando a espiral do silêncio imposta pelo cartel midiático que quer controlar a informação. Pix: ajude@folhapolitica.org

Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...