quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Bolsonaro alerta para risco de caos por erros de autoridades do Brasil: ‘Tá cheio de urubu aí fora de olho na gente’


Durante a solenidade do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, o presidente Jair Bolsonaro fez um longo discurso, enfatizando a necessidade de se recuperar a educação no Brasil. O presidente lembrou que havia boas escolas públicas no Brasil, e que houve uma profunda decadência nas últimas décadas. 

Bolsonaro salientou a importância das escolas cívico-militares, baseadas nos modelos criados pelas Polícias Militares nos estados, e afirmou que, com essas escolas, os pais podem ver que com disciplina e trabalho, as crianças podem se desenvolver, aprender, e se tornar bons profissionais e bons cidadãos. O presidente disse: “educação é coisa séria. Não é lugar de se fazer militância política”.

O presidente lembrou suas viagens a aldeias indígenas, quando os índios pediram internet e liberdade para trabalharem em suas terras. Bolsonaro lembrou que o Supremo Tribunal Federal está analisando um processo que poderá definir um novo marco temporal para a demarcação de terras indígenas, e que, caso crie um novo marco, a Corte poderá inviabilizar o agronegócio no Brasil. O presidente mencionou os índios que já plantam e disse: “o que eles querem? eles querem aquilo que nós queremos, querem liberdade. Liberdade para trabalhar sua terra”. Bolsonaro falou do potencial da agricultura pelos índios e defendeu “dar dignidade aos nossos irmãos indígenas”. 

Bolsonaro disse: “O Brasil tem jeito. Ninguém tem o que nós temos. O que falta para a gente sair dessa situação? Falta a união de todos nós: poder executivo, legislativo e judiciário”. 

O presidente falou ainda da importância da imprensa, apontando: “A imprensa é extremamente importante. Por pior que seja, é importante”. Bolsonaro ironizou as declarações do ex-presidente Lula, que sempre prometeu a regulamentação dos meios de comunicação. Ele disse: “se bem que tem um cara aí que quer regulamentar a mídia né? A gente vê a cara de pau do cara falando ‘tem que ter responsabilidade’”. 

Bolsonaro lembrou a quantidade de recursos naturais do Brasil e disse: “por vezes, estamos pisando em ouro e pedindo esmola”. O presidente questionou de quem é a culpa da situação do País. E respondeu: “é nossa, do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Somos nós, autoridades, que temos a responsabilidade de viabilizar a exploração daquilo que nós temos”.

O presidente prosseguiu: “Dá para mudar? Dá. (...) Falta muito pouco para nós sermos uma enorme nação. E passa pela educação”. Bolsonaro conclamou: “Vamos mudar, pessoal. Vamos fazer desse país uma grande nação. Não vamos continuar vivendo com a sombra de outro país querendo tomar conta da nossa pátria. Ninguém está de olho em país pobre. Entraram na Venezuela”. 

O presidente fez um alerta: “Olhem para o Brasil. O Brasil é um país riquíssimo. Se nós, aqui, entrarmos em crise. Se um de nós, autoridades, fizer algo de errado, o caos pode se instalar no Brasil. Alguns querem que eu tome certas decisões. A gente pensa no after day. Você tem que ter responsabilidade, não só nas palavras, bem como usando sua caneta. Nós não podemos criar um caos no Brasil. Tá cheio de urubu aí fora de olho na gente. E, se nós experimentarmos uma situação de caos como a Venezuela, a chance de se restabelecer a normalidade é próxima de zero”. 

No Brasil, a pretexto de combater a pandemia, até mesmo a liberdade religiosa foi restringida, juntamente com as liberdades de expressão, de imprensa, de ir e vir, e de trabalhar, entre outras. Para um grupo de cidadãos, direitos e garantias fundamentais estão suspensos: há prisões políticas, censura, apreensão e confisco de bens, sem o devido processo legal. 

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