segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Bolsonaro fala sobre ‘semipresidencialismo’: ‘tão idiota que não dá nem pra discutir’


Ao conversar com cidadãos nos jardins do palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro lembrou as consequências das políticas impostas por governadores e prefeitos a pretexto de combater a pandemia. Bolsonaro falou que nem se pronunciaria sobre o Carnaval, acrescentando: “O que eu faço, governador e prefeito pode desfazer. Quem deu essa autonomia para eles? Vocês sabem quem foi”.

Questionado sobre as declarações do ministro Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que afirmou que haveria, no Brasil, um “semipresidencialismo”, no qual a Corte funcionaria como poder moderador, Bolsonaro respondeu: “Tem certas coisas que é tão idiota que não dá nem pra discutir. Eu não vou começar a bater boca com ninguém sobre esse assunto.

Coisa idiota. Idiota. Agora, eu falo que eu jogo dentro das quatro linhas. Quem sair fora, daí eu saio… aí eu sou obrigado a combater o cara fora das quatro linhas”.

O presidente acrescentou: “Agora, você pode ver: se você for levar ao pé da letra o semipresidencialismo ou outro regime parecido, eu teria poder para dissolver o Congresso. Eu não vou discutir… vai começar a discutir quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Não vai chegar a lugar nenhum. Agora, por que lançam isso aí? Para acobertar outras coisas. O que muita gente está preocupada, é que acabou a mamata”. 

O presidente afirmou que a política será modificada pelo povo. Bolsonaro disse: “A questão de voto eletrônico, é bom ficar sabendo. Eu não vou entrar em detalhes. O ministro Barroso, que é o presidente, emitiu uma portaria e convidou umas 10 instituições, entre elas as Forças Armadas, para participar do sistema das eleições do ano que vem. Então, vamos participar da primeira fase, lá do código-fonte, até a sala secreta. Então, não vai ter problema. O ideal é o voto no papel, impresso. É o ideal. Mas agora, fica quase impossível uma fraude. Partamos do princípio de que não haverá cooptação de militares nessa questão”.

O presidente enfatizou que, em seu governo, os cidadãos passaram a compreender melhor como funciona a política. Bolsonaro disse: “olha o que acontece de vantagem comigo aí. Começaram a aprender o que é política, o que é votar, começa a ver o que é Supremo, o que é TCU, o que é Câmara, Senado, o que é poder executivo, o que são as estatais… O que é o TSE - cassaram um deputado de 400 mil votos, porque ele fez uma live quando faltavam 10 minutos para acabar as eleições. É inacreditável. Inacreditável o que acontece. Então, vocês vão se inteirando do que está acontecendo”.

O avanço constante e crescente de medidas restritivas arbitrárias impostas por governadores e prefeitos a pretexto de combater a pandemia é um dos sinais de que, no Brasil, os cidadãos não vivem em uma democracia. 

Para um grupo de pessoas e empresas, a tirania ganha contornos de implacável perseguição política e ideológica, e esse grupo “marcado” vem sendo perseguido com medidas arbitrárias, como prisões políticas, buscas e apreensões, censura, bloqueio de redes sociais e confiscos. 

A Folha Política, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando de Alexandre de Moraes, atualmente tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão aplaudida pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos, a intenção é impedir o funcionamento da empresa, privando-a de sua fonte de renda. 

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