segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Bolsonaro rebate ‘fofoca’ da velha imprensa sobre troca de insultos, defende candidatura de Tarcísio e expõe planos


Em entrevista coletiva a repórteres da velha imprensa, o presidente Jair Bolsonaro tentou falar sobre o sucesso de sua viagem ao Oriente Médio, mas foi interrompido para ser questionado sobre a PEC dos precatórios, sua filiação partidária, e a saída de alguns membros do INEP às vésperas do ENEM. 

Bolsonaro explicava que, em seu entender, a viagem está sendo muito bem sucedida, quando foi questionado sobre a PEC dos precatórios. O presidente explicou: “são dívidas de 30, 40 anos que, de repente, o STF disse que eu tenho que pagar de uma vez só”. O presidente explicou que havia uma previsão de pagar cerca de 30 bilhões em precatórios e, com a decisão do Supremo, o valor saltou para quase 90 bilhões. Se esse valor fosse pago, furaria o teto de gastos. Bolsonaro disse: “não queremos furar o teto. Pedimos ao Congresso, e a Câmara deu autorização para a gente, para parcelar mais da metade disso aí”. 

Questionado sobre sua filiação a algum partido, Bolsonaro lembrou que não havia confirmado a filiação ao PL e disse: “Eu não sei como é que divulgam uma matéria de que eu teria trocado ofensas com o Waldemar Costa Netto. Eu nem conversei com ele por telefone. Há alguns estados que, em uma possível eleição, são vitais, como São Paulo. Ele tem um compromisso em São Paulo, que é com um candidato que vai apoiar o atual governador. Pretendo ter candidatos em quase todos os estados, em especial em São Paulo”. 

O presidente afirmou que, se o presidente do PL conseguir desfazer o acordo em que o partido apoiaria a esquerda em São Paulo, a filiação segue sendo possível. Bolsonaro disse: “tem tudo para dar certo. Depende do Valdemar, com a sua habilidade, conduzir esse acordo. Ele nunca desonrou a palavra”. 

Bolsonaro lembrou que, com sua filiação, o partido escolhido poderá, possivelmente, formar uma grande bancada na Câmara dos Deputados. Ele ressalvou: “temos chance de fazer uma boa bancada, mas nosso partido não pode estar flertando com a esquerda em um ou outro estado”. O presidente afirmou ainda que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, confirmou que aceita discutir uma possível candidatura dele ao governo de São Paulo. Bolsonaro disse: “é um tocador de obras, é um gestor, conhece muito do Brasil e tem como rapidamente se inteirar do que acontece em São Paulo”, acrescentando que, se concorrer e for eleito sem dever nada para ninguém, o ministro terá as condições de montar um bom secretariado.

O presidente disse que espera resolver brevemente sua filiação. Ele apontou: “o prazo é março, mas março é tarde demais”. Ele explicou: “depois que apareceu essa notícia falsa de troca de farpas, conversei com o Ciro, com o Rogério Marinho”. O presidente explicou que ainda há a possibilidade de conversar com outros partidos e resumiu: “espero, em pouquíssimas semanas, duas ou três no máximo, casar ou desfazer esse noivado”. 

Questionado sobre a demissão de alguns servidores do INEP às vésperas do ENEM, o presidente sugeriu que os repórteres conversassem com o ministro da Educação e acrescentou: “mas é um absurdo o que se gastava com umas poucas pessoas”. O presidente disse que a prova do Enem vai correr na mais absoluta tranquilidade, sem as questões ideológicas de governos anteriores. Bolsonaro disse: “algo voltado para o aprendizado”. 

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e pessoas que apenas têm um discurso diferente do imposto pelo cartel midiático vêm sendo perseguidos, em especial pelo Judiciário. Além dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, também o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, criou seu próprio inquérito administrativo, e ordenou o confisco da renda de sites e canais conservadores, como Bárbara, do canal Te Atualizei, e a Folha Política. Toda a receita gerada pelo nosso jornal desde 1º de julho está bloqueada por ordem do TSE, com aplauso do ministro Luís Roberto Barroso, que também é ministro do STF.

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