domingo, 21 de novembro de 2021

Comandante da Aeronáutica reage a boato da velha imprensa sobre uso de avião para Olavo de Carvalho


Por meio de suas redes sociais, o comandante da Força Aérea Brasileira, Brigadeiro Baptista Jr., qualificou como “devaneios e leviandades” os boatos propagados pela velha imprensa, por blogs de esquerda e por parlamentares petistas no que concerne a um suposto auxílio da Aeronáutica para que o filósofo Olavo de Carvalho saísse do Brasil.

O deputado federal Jorge Solla, do PT, atacou: “Vamos pedir na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara a convocação do comandante da FAB e o ministro Fabio Faria, precisam explicar essas evidências tão graves de terem usado voo da FAB para dar fuga ao foragido da Justiça Brasileira Olavo de Carvalho”. Em réplica, o Brigadeiro publicou a nota oficial da Força Aérea e hachurou: “Estarei sempre à disposição do Congresso Nacional. A nota abaixo talvez comprove que “evidências” podem ser, apenas, devaneios ou leviandades”.

Escute a íntegra da nota da FAB:

Sobre os comentários levianos e irresponsáveis relativos a um voo de aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para os Estados Unidos, no dia 13 de novembro, que têm circulado nas redes sociais, a Instituição reitera que não transportou qualquer passageiro, incluindo o Sr. Olavo de Carvalho, no trecho em questão. Apenas os tripulantes que cumpriam a missão estavam a bordo.

A FAB repudia e não aceita a suposição de que teria participado de algum transporte de passageiro de maneira irregular ou oculta. Todos os atos da Instituição são balizados pela observância às leis e sob a ótica da transparência. A divulgação de inverdades, sem a devida apuração, deve ser combatida, por contribuir para a desinformação da sociedade.

A FAB reitera que cumpre o estabelecido pelo Decreto n° 10.267, de 5 de março de 2020, que dispõe sobre o transporte aéreo de autoridades em aeronaves do Comando da Aeronáutica. Ao contrário do que tem sido mencionado sobre o transporte no dia 11 de novembro, a FAB não requisitou sigilo algum aos voos designados para o transporte de Ministros de Estado com intuito de omitir a visualização em sites de monitoramento, que é perceptível mediante a presença, nas aeronaves, do equipamento ADS-B (Automatic Dependent Surveillance – ou, em português, Sistema de Vigilância Aérea Automático).

Embora as missões dos dias 11 de novembro para São Paulo e 13 de novembro para os Estados Unidos tenham feito uso da aeronave com registro FAB 2582, não há qualquer relação de planejamento entre as duas missões, sendo totalmente incoerente concluir que foi realizado em forma de outros proveitos.

Sobre o planejamento da missão de forma geral, o pouso no aeroporto Mac Arthur em Long Island foi o primeiro realizado nos EUA e programado por motivo de restrição de pátio no aeroporto JFK, que por ser um local de grande movimentação, as autoridades americanas solicitam que o tempo de permanência no solo de aeronaves que não operam regularmente naquela localidade seja de, no máximo, 2 horas, o que inviabilizaria o trajeto direto a este aeroporto.

O pouso em Long Island foi então considerado pelo fato de já ser um local comumente utilizado como base de suporte pela FAB em viagens para Nova York e que o aeroporto está apenas a 32 milhas náuticas, que equivalem a aproximadamente 59 quilômetros e cerca de 10 minutos do destino. Somou-se ainda à decisão do pouso no aeroporto Mac Arthur o fato de possibilitar todo o processo de imigração dos tripulantes e também de não ter passageiros a bordo da aeronave.

A Instituição permanece diuturnamente à disposição da sociedade brasileira, trabalhando para ser uma Força Aérea de grande capacidade dissuasória, operacionalmente moderna e atuando de forma integrada para a defesa dos interesses nacionais. Com o labor ininterrupto de seus militares e civis, atuando de forma transparente, permanece sendo uma das mais respeitadas Instituições do País.

Brasília, 20 de novembro de 2021. 

Centro de Comunicação Social da Aeronáutica”.

A jornalista, que apresentou evidências de que alguns voos partiram de certos locais e chegaram a outros locais, mas nenhuma indicação ou prova de que o filósofo Olavo de Carvalho teria sequer se aproximado daqueles aviões, provavelmente não sofrerá qualquer sanção, nem tampouco o jornal no qual trabalha, e muito menos o deputado que tomou as afirmações da moça como provas inquestionáveis. 

Já um jornal que preza pela documentalidade, não apresenta “informações” vindas de supostas “fontes sigilosas”, e mostra em vídeos os fatos que reporta, se apresentar informações verdadeiras de um ponto de vista conservador, está sujeito a ser incluído em inquéritos, ter a sede invadida, os equipamentos apreendidos, dados expostos, e até mesmo a ter sua propriedade confiscada. Foi o que ocorreu com a Folha Política, perseguida e punida por expor pronunciamentos de autoridades legitimamente constituídas e pessoas relevantes para o debate público. Veículos de imprensa independentes, se forem assumidamente conservadores, estão sujeitos a perseguição aberta.

Com uma ‘canetada’, o ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, mandou confiscar a renda de jornais, sites e canais conservadores, para impedir suas atividades. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar o jornal a permanecer em funcionamento, doe qualquer valor pelo Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso prefira transferência ou depósito, a conta da empresa Raposo Fernandes está disponível na descrição do vídeo e no comentário fixado no topo. 

Há quase 10 anos, a Folha Política traz informações verdadeiras sobre os três poderes, dando voz a pessoas que o cartel midiático quer calar. Pix: ajude@folhapolitica.org

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