quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Magno Malta protesta após declaração polêmica de Toffoli, do STF, e arbitrariedades contra Daniel Silveira


O ex-senador Magno Malta, em vídeo publicado em suas redes sociais, comentou a declaração do ministro Dias Toffoli, que afirmou que, no Brasil, haveria um semipresidencialismo com o Supremo Tribunal Federal como poder moderador. Magno Malta lembrou: “vivemos numa nação presidencialista, que tem uma Constituição que está em vigor, uma Constituição vigente”. 

Ele questionou a declaração do ministro: “Toffoli, onde está escrito isso? Qual foi a Constituinte que votou isso?”. Magno Malta apontou: “o que você quis dizer é que há uma maioria de esquerda no Supremo, e que a esquerda perde as suas pautas no parlamento, e aí tem a disposição de judicializar, e aí vocês viram moderadores, porque acatam essa judicialização”.

O ex-senador prosseguiu: “Olha só que coisa absurda: perde no Senado, perde na Câmara, e aí judicializa. O que eles não acham bom de decisões do poder Executivo, judicializa, e aí vocês viram o poder moderador, porque acatam. E se não for dessa forma, se vocês não gostarem de uma decisão do Executivo, vocês então pegam para si e tomam as decisões que acham melhor”. 

Magno Malta lembrou que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito com quase 60 milhões de votos, e questionou se a vontade do povo não vale nada. Malta disse: “O presidente Jair Bolsonaro foi eleito por quase 60 milhões de votos. As eleições no Brasil são democráticas, pelo voto. Os senhores chegaram aí por indicação política, os senhores não foram votados. Então aqueles que votam não valem nada? Um país de mais de 200 milhões de pessoas não vale nada nas decisões dos senhores?”.

Magno Malta comparou o tratamento dado ao deputado Daniel Silveira com o de outras pessoas. Ele lembrou que pessoas presas após condenação, inclusive por crimes graves, podem dar entrevistas, até mesmo de dentro do presídio, enquanto o deputado, no exercício do mandato, vem sendo impedido de falar. Malta perguntou: “Que país é esse que nós estamos vivendo? Perdemos todos os nossos direitos?”. 

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