segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Paulo Guedes expõe transformação do Brasil no governo Bolsonaro e convida investidores em Dubai: ‘são os sócios ideais’


O ministro da Economia, Paulo Guedes, discursou a investidores internacionais em Dubai,  durante a cerimônia de abertura do Fórum Invest in Brasil, que busca atrair investimentos para o Brasil. Paulo Guedes enfatizou o sucesso extraordinário dos Emirados Árabes em transformar os petrodólares em investimentos, transformando a região. Guedes apontou: “vendo aqui os Emirados, esse sucesso extraordinário, essa demonstração de capacidade de reciclagem dos petrodólares. Vendo tudo isso aqui, como, no meio das areias do deserto, toda essa riqueza emergiu. São os sócios ideais para os recursos naturais que nós temos no Brasil. A capacidade de investimento demonstrada aqui nos últimos 40 anos, criando toda essa riqueza a partir da reciclagem dos petrodólares. É o que nós precisamos no Brasil. Nós precisamos dessa parceria, dessa capacidade de reciclagem dos petrodólares”.

O ministro lembrou que já houve uma tentativa nos anos 1980, que infelizmente se transformou em endividamento. Ele propôs: “desta vez, nós queremos que isso se torne uma parceria, uma sociedade. Nós seremos sócios na criação e na reciclagem desses recursos”. O ministro mencionou a privatização do porto de Santos, que deve ocorrer em breve, e enfatizou a presença dos Emirados no Brasil, afirmando: “A participação dos Emirados no Brasil já é notável, já é importante, e pode aumentar muito nos próximos anos”. 

Paulo Guedes convidou: “Confiem no Brasil, venham para o Brasil”. Ele lembrou que, no século passado, o Brasil já foi a maior economia de crescimento no mundo, e conseguiu atrair gente do mundo inteiro. Ele explicou: “Nós seguimos fazendo uma transformação, uma grande mudança de eixo. E esperamos que os senhores participem dessa mudança no Brasil. Depois de décadas sendo a economia de maior crescimento do mundo, o Brasil afundou numa armadilha de excesso de intervenção estatal. E o presidente Jair Bolsonaro, a primeira grande missão que ele me deu, foi trocar o eixo de crescimento da economia. Nós queremos ser uma grande economia de mercado, 200 milhões de habitantes num mercado de consumo de massa, cujo crescimento é dirigido pelos investimentos privados”

O ministro lembrou que a economia brasileira era considerada um paraíso para os rentistas, e um inferno para empreendedores. O ministro disse: “Agora o Brasil está virando um paraíso para os empreendedores. Os juros estão mais baixos, a economia está crescendo mais rápido, e o eixo de crescimento vai ser o setor privado. Essa é a grande transformação que faremos no Brasil”. 

Paulo Guedes enfatizou ainda a mudança no eixo de crescimento mundial, que ele considerou central para a parceria entre o Brasil e os Emirados. O ministro disse: “O novo pólo de crescimento do mundo está no Oriente Médio e está na Ásia. Vocês têm uma vocação milenar para comércio e finanças. E o Brasil precisa desse eixo. Vocês são o nosso hub de exportação em direção à Ásia e o hub de reciclagem desses recursos em direção às Américas”. O ministro reiterou a admiração pelos Emirados Árabes Unidos e concluiu: “o Brasil espera, de braços abertos, os seus investimentos”.

O direito à propriedade e o respeito à livre iniciativa têm sido relativizados no Brasil. Para uma “classe” de cidadãos, caracterizados pela velha imprensa como “bolsonaristas”, as garantias e direitos fundamentais estão suspensos. Em CPIs e em inquéritos conduzidos nas cortes superiores, cidadãos e empresas ficam sujeitos a quebras de sigilo, devassas, prisões políticas, buscas e apreensões, e confiscos. As investigações se originam de “relatórios”, “matérias” e “reportagens” produzidos pela concorrência, que são tomados como verdadeiros sem questionamento, assim como depoimentos de testemunhas suspeitas. 

Toda a renda da Folha Política, assim como de outras pessoas e empresas conservadoras, está sendo confiscada, a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão monocrática em um inquérito administrativo. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos e CPIs, a intenção é impedir o funcionamento dessas empresas ao privá-las de suas fontes de renda. A decisão de Salomão foi elogiada pelo presidente da corte, Luís Roberto Barroso, que é também ministro do STF. 

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