terça-feira, 23 de novembro de 2021

Paulo Guedes reage a petistas e faz duras críticas ao Judiciário: ‘condenados anistiados e inocentes incriminados’


O ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de sessão conjunta das  comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, para a qual foi convocado para prestar explicações sobre bens que possui no exterior. 

A convocação do ministro foi pedida por deputados de esquerda após matéria da velha imprensa com base nos chamados “Panama Papers”, um grande vazamento de dados de clientes de bancos em paraísos fiscais. Com base nos dados bancários vazados, alguns jornalistas expõem dados de pessoas em situação de destaque independentemente de haver qualquer indício de crime, como já ocorreu com políticos, atores, atrizes e mesmo um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal. 

No primeiro bloco de perguntas, o ministro foi acusado de ter lucro, e foi questionado sobre supostas sociedades e participações, além de ser questionado a dar explicações sobre procedimento investigatório encerrado. O ministro Paulo Guedes explicou que as acusações eram infundadas, resumindo: “a resposta é não, não e não”. O ministro apontou: “não quero acreditar que estou num estado de direito discricionário”, lembrando que, em alguns casos, pessoas condenadas pela Justiça são “reabilitadas”, e em outros, pessoas inocentes são acusadas com base em invenções e acusações requentadas. O ministro lamentou: “como estamos em um país em que às vezes as verdades mudam, quem comete crime é anistiado, quem faz coisa certa é incriminado porque resolveu ajudar um candidato, aí eu já não sei mais qual é o status atual”. 

Esse tipo de Investigação seletiva mencionada pelo ministro é cada vez mais comum no País. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes conduz inquéritos sigilosos contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Em um desses inquéritos, a sede da Folha Política foi invadida e todos os equipamentos do jornal foram apreendidos. Após a Polícia Federal atestar que não havia motivos para qualquer indiciamento, o inquérito foi arquivado a pedido do Ministério Público, mas o ministro abriu outro inquérito de ofício e compartilhou os dados do inquérito arquivado. Atualmente, a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, em atitude que foi elogiada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. 

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