terça-feira, 14 de dezembro de 2021

‘A Cultura não depende de gordas verbas públicas para existir’, diz Secretário de Bolsonaro


Durante a cerimônia comemorativa do Dia Nacional do Forró, o secretário de Cultura, Mario Frias, explicou os esforços do governo Bolsonaro para transformar a relação do governo com a Cultura, levando incentivo aos pequenos artistas e iniciantes, e quebrando um ciclo em que os recursos públicos foram entregues a um pequeno grupo. 

Mário Frias disse: “Presidente, desde que o senhor me nomeou, tornou-se um objetivo para mim a moralização dos mecanismos culturais. Resgatamos a cultura do sequestro político-ideológico que dominou os recursos públicos durante décadas, favorecendo um grupo de pessoas que tinha apenas um interesse em mente: se perpetuar no poder”

O secretário explicou que, no governo Bolsonaro, “nosso trabalho é desenvolver a cultura para o homem comum”. Ele acrescentou: “essa vem sendo uma tônica do governo Bolsonaro: trabalhar para o povo brasileiro. Nossa postura é para dar oportunidade para que surjam artistas como Luís Gonzaga, Dominguinhos e tantos outros que nunca precisaram de verbas públicas para encantar nossos corações e preencher as nossas almas”. 

Frias explicou ainda: “a Cultura não depende, definitivamente, de gordas verbas públicas para existir. Ela depende de uma paixão ardente pelo belo, pelo bom. (...) Minha luta nunca foi contra a classe artística. Luto, sim, contra um grupo arrogante que se apossou dos recursos públicos em benefício próprio”. 

O secretário alertou contra excessos praticados por governadores e prefeitos contra as liberdades e garantias individuais, e relatou que sua secretaria vem atuando contra esses excessos. Frias acrescentou: “Venho sendo covardemente atacado por parte da imprensa, assim como meu presidente e sua família, que quer de volta a mamata. Mas a mamata acabou nesse governo. Para quem me acusa de radical, eu respondo: a minha liberdade e a liberdade da minha família são inegociáveis”. 

O avanço constante e crescente de medidas restritivas arbitrárias impostas por governadores e prefeitos a pretexto de combater a pandemia é um dos sinais de que, no Brasil, os cidadãos não vivem em uma democracia. 

Para um grupo de pessoas e empresas, a tirania ganha contornos de implacável perseguição política e ideológica, e esse grupo “marcado” vem sendo perseguido com medidas arbitrárias, como prisões políticas, buscas e apreensões, censura, bloqueio de redes sociais e confiscos. 

A Folha Política, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando de Alexandre de Moraes, atualmente tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão aplaudida pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos, a intenção é impedir o funcionamento da empresa, privando-a de sua fonte de renda. 

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