quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Bolsonaro cita fala ‘absurda’ de Renan Calheiros e descobertas da CPI do Rio Grande do Norte: ‘48 milhões’


Durante sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro comparou os resultados da CPI realizada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte com os resultados da CPI da pandemia no Senado, que ficou conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”. 

O presidente lembrou que a CPI do Senado recusou-se a investigar os indícios de corrupção no âmbito do Consórcio Nordeste, com os recursos enviados pelo governo federal a estados e municípios. Bolsonaro apontou que a CPI do Rio Grande do Norte, que investigou o desaparecimento de quase 50 milhões nas operações do Consórcio Nordeste, indiciou dois governadores, Rui Costa e Fátima Bezerra, e dois ex-ministros, todos do PT. 

Bolsonaro lembrou que o relator da CPI do Senado, Renan Calheiros, chegou a dizer que não estavam lá para apurar desvios de recursos. O presidente afirmou: “desgastaram o governo, em especial a imagem do Brasil fora”.  E parabenizou a CPI do Rio Grande do Norte. 

Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

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