domingo, 12 de dezembro de 2021

Bolsonaro confronta Omar Aziz e acusa ‘acobertamento’ da CPI: ‘Perdeu!’


Em pronunciamento ao vivo, o presidente Jair Bolsonaro retrucou e alfinetou Omar Aziz, senador que exerceu o cargo de presidente da CPI da Pandemia,  também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça”, e “Tribunal de Renan Calheiros”.

O chefe de Estado asseverou: “Omar Aziz, lá do estado do Amazonas. Deixo bem claro que uma das broncas do Omar Aziz na CPI, em cima de mim, foi que barrei uma emenda dele. Ele queria que governadores e prefeitos comprassem vacina de qualquer do mundo ou da galáxia sem certificação da ANVISA e sem licitação. Está bonito, não? Que tal comprar qualquer bagulho por aí, de Marte, de Saturno, da Lua, compra a 100 dólares, quem sabe 500 dólares a dose. Omar Aziz, perdeu”.

Nesta toada, ele complementou: “Olha só quem estava na CPI. Acusado de desviar 260 milhões da Saúde no estado do Amazonas. E tentou adiar a questão da desoneração da folha, a qual ajudava muitos setores. Se não passar isso, teríamos desemprego em massa”.

Outrossim, ao aventar como a CGU está implementando um rígido sistema de combate à corrupção, o mandatário argumentou: “A CPI do Circo, do Renan, do Omar Aziz e do Randolfe, nada fez no tocante ao combate à corrupção. Pelo contrário, tentaram, o tempo todo, acobertar tudo que acontecia lá. Não apuraram lá uma denúncia gravíssima de desvio de 48 milhões no Consórcio Nordeste, que tinha à frente o governador da Bahia com seu operador Carlos Gabas. Está comprovado o envolvimento”.

Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

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