quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Bolsonaro critica ataques à liberdade por ministros do TSE e do STF: ‘Inadmissível’, ‘violência sem tamanho’


Durante entrevista à Gazeta do Povo, o presidente Jair Bolsonaro mencionou os ataques às liberdades que vêm ocorrendo no Brasil em decorrência do ativismo judicial de alguns ministros de cortes superiores. 

Questionado sobre o que o governo estaria fazendo para proteger a liberdade de expressão, Bolsonaro lembrou que editou uma Medida Provisória, que foi devolvida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Bolsonaro disse: “Olha, aquela Medida Provisória, basicamente a gente copiava dispositivos da própria Constituição. O problema nosso não é a legislação. É por parte de alguns do Judiciário, que resolveram simplesmente ignorar a tudo e a todos, e ele ser a Constituição, ele ser a lei.

O que a gente faz aqui no Brasil: é um trabalho de convencimento. Cada vez mais, o povo vai entendendo como funcionam as coisas no Brasil e qual o papel dele. O de bom que acontece nisso tudo é um aperfeiçoamento e um entendimento de para onde estávamos indo, e onde já estaríamos se o Haddad estivesse no meu lugar. A gente não vai sucumbir, porque tudo tem um limite. Eu lamento a prisão do jornalista, Zé Trovão está preso ainda, Roberto Jefferson está preso ainda, e isso é uma violência sem tamanho praticada por um ministro do Supremo Tribunal Federal, que abriu agora mais um inquérito contra mim em função de uma live que eu fiz. É um abuso. É o que eu disse: ele está no quintal de casa. Será que ele vai entrar? Será que ele vai ter coragem de entrar? Não é um desafio para ele. Quem está avançando é ele, não sou eu. Agora, isso interessa a todo mundo no Brasil”. 

Ao mandar uma mensagem ao povo, o presidente retomou o tema. O presidente afirmou que o país tem problemas, mas é necessário que o povo entenda a origem desses problemas. Bolsonaro mencionou que nenhum presidente anterior teve que lidar com um problema tão amplo como a pandemia que afeta todo o mundo, com consequências na economia. O presidente pediu que o povo lembre como era o país nos governos petistas e que refletisse como estaria o país se eles tivessem ganhado as eleições. 

Bolsonaro acrescentou: “Podem ter certeza que ninguém vai roubar a nossa liberdade. Estão ameaçando há algum tempo? Mais que ameaçando. Estão caminhando nessa direção. Mas tudo tem um limite. Eu jogo dentro das 4 linhas, e quem for jogar fora das 4 linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das 4 linhas, eu jogo também. Não pretendo fazer isso, não é ameaça para ninguém, mas que cada uma dessas pessoas faça um juízo da sua consciência, do que está fazendo”.

O presidente disse: “É inadmissível desmonetização por parte de um ministro lá do Tribunal Superior Eleitoral, é inadmissível o que acontece por parte de um ministro do STF. Isso é inadmissível. Nós estamos, cada vez mais, nos preparando para buscar o ponto de inflexão nisso, que não chegou ainda. Eu espero que essas pessoas não avancem mais, leiam a Constituição, entendam qual é o sentimento da população. Em especial daquele último movimento, de 7 de setembro. As pessoas foram às ruas pedir liberdade e vem uma ou outra autoridade falar que isso é ato antidemocrático? Isso me faz lembrar a velha política de esquerda. Qual país era democrático? Qual das Alemanhas era democrática? Qual das Coreias era democrática? Geralmente, país ditatorial bota uma palavra lá, ‘democrático’, para dizer que ele é democrático e o outro lado não”. 

No dia 7 de setembro, milhões de brasileiros foram às ruas para pedir liberdade e o cumprimento da Constituição, com a garantia de direitos fundamentais que vêm sendo sistematicamente desrespeitados, em especial em meio à pandemia. O Brasil tem hoje presos políticos  e pessoas, canais e sites censurados. A Folha Política já teve todos os seus equipamentos apreendidos no âmbito de um inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Atualmente, toda a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do TSE, com o apoio e louvor do ministro Luís Roberto Barroso. 

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