terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Bolsonaro faz pronunciamento contundente e é aplaudido por empresários: STF, criptonita, MST, ONGs, Comunismo e futuro


Em pronunciamento para empresários da indústria, o presidente Jair Bolsonaro frisou os diferenciais de seu governo quando comparado aos grupos políticos que estiveram no poder nos últimos 20 anos, voltou a celebrar a aprovação de André Luiz Mendonça para o STF, advertiu para os riscos de votação em curso no Supremo Tribunal Federal no que tange ao Marco Temporal, pediu um voto de confiança à classe empresarial e hachurou que o presidente da República eleito em 2022 indicará dois nomes para a Suprema Corte em 2023.

O presidente comemorou: “O Brasil mais que recuperou sua credibilidade lá fora. O Brasil é uma certeza. Temos de estar confiantes aqui também. Quero agradecer a Deus pela minha vida e pela missão. Sei que há milhares de pessoas melhores do que eu, mas quis o destino que a Presidência coubesse para nós. O que é um presidente da República? É o técnico de um time. No meu caso, de 23 ministros. Se eu não tiver a liberdade e, desculpe, a coragem de escalar um time, não teria como o Brasil dar certo”

Bolsonaro relembrou: “Tivemos presidentes que saíram das urnas como salvadores da Pátria, mas, quando aceitaram que terceiros escalassem seu time, vimos que o Brasil não iria para a frente (...). Não podemos voltar ao que era antes em nosso país”. 

O presidente apontou ainda avanços em termos da segurança jurídica para o agronegócio. Bolsonaro disse: “O próprio MST, tiramos dinheiro de ONGs. Não podemos dar chance desse pessoal continuar infernizando o campo. O que mais fizemos para o campo? Titulação de terras. Estamos fazendo muito mais que nos últimos 20 anos que nos antecederam. Não existe mais demarcação de terras indígenas. Muitas vezes, o homem do campo acordava apavorado com a notícia de uma portaria que incluiu sua propriedade em terra indígena. Nós temos que encorajar as pessoas a trabalharem, a investirem, elas não podem viver sob a sombra da incerteza, da insegurança jurídica. No STF, estão julgando o Novo Marco Temporal. Se passar, seremos obrigados, por lei, a demarcar mais terras indígenas, o equivalente a uma região Sudeste. Simplesmente, acaba o Brasil. É lamentável a decisão de alguns colegas do STF. Não podem ser passíveis de críticas, o que é normal?”

O presidente prosseguiu: “Nós sabemos o potencial do Brasil. Ninguém tem o que nós temos. Gostaria muito de explorar o Nióbio na região do Morro dos Seis Lagos, mas é uma reserva indígena (...). O Brasil tem tudo. 

Bolsonaro lembrou: “Quem chegar à Presidência vai indicar mais duas novas vagas para o STF no primeiro semestre de 2023. Aquela cadeira tem criptonita. Não sei onde estava com a cabeça. Agora, é uma missão. O que mais peço a Deus é ter condições de, lá na frente, entregar bem melhor do que recebemos em 2019. Vamos acreditar. Confiem na gente. Estamos dando a demonstração de que essa confiança se faz por merecer. Nós somos empregados de vocês. Uma coisa me conforta: é não ter um comunista sentado na minha cadeira. Conseguimos, agora, aprovar no Senado uma pessoa que tem uma bagagem cultural enorme, um grande jurista, que é, por coincidência, pastor evangélico. O pedido que faço aos senhores: acreditem no Brasil. Seremos um país em que todos nós nos orgulharemos de ser brasileiros. Deus, Pátria, Família!”.

O Brasil não tem se notabilizado pela segurança jurídica, em especial devido ao ativismo judicial de alguns membros do Judiciário, que vêm invadindo competências dos outros poderes, além de alguns promoverem uma perseguição política a adversários. O país tem presos políticos e pessoas, jornais e sites censurados. A totalidade da renda da Folha Política, e também de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em uma decisão que recebeu o respaldo do presidente da corte, Luís Roberto Barroso, que é também ministro do STF.

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