terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Bolsonaro ironiza Moro e diz que ex-ministro devia ter recusado o cargo: ‘tinha que ter caráter, né?’


O presidente Jair Bolsonaro conversou com cidadãos no retorno ao palácio da Alvorada, quando rebateu declarações do ex-ministro Moro e questionou a conduta do ex-juiz. Falando sobre a campanha antecipada de vários presidenciáveis, Bolsonaro disse: “o Lula falou que vai recolher as armas. O Moro falou que ele podia ter sido mais rígido, me peitar mais na questão das portarias”. O presidente perguntou: “como o cara foi trabalhar comigo sabendo que eu sou armamentista? Tinha que ter caráter, né? falar “olha, não me interessa trabalhar, porque eu sou de esquerda”. O presidente ironizou: “foi tentar copiar o meu ‘Brasil acima de tudo, Deus acima de todos’, botou “o povo” acima de tudo. Esse não aguenta 10 segundos de debate”.

O presidente também rebateu alegações de que ele teria divulgado informações privilegiadas da Petrobras. Bolsonaro perguntou: “precisa ter bola de cristal para dizer que tem que diminuir o preço da gasolina, caindo o frete?”. Bolsonaro voltou a explicar que o fator mais relevante no preço final dos combustíveis é o ICMS cobrado pelos estados, e lembrou que pediu ao Supremo para definir a validade de uma PEC a respeito da alíquota do imposto. Bolsonaro disse: “está nas mãos do Supremo”. 

Respondendo a perguntas sobre o aparelhamento da máquina pública, Bolsonaro mencionou: “Quando eu assumi, tinha projeto na Funai com 50 milhões para ensinar índio a usar bitcoin. Isso era grana que ia para algum lugar. Você não encontra um índio que conheça bitcoin”. O presidente relatou: “a maioria dos indígenas são favoráveis à nossa proposta. Nós temos um projeto para dar ao índio o direito de fazer na sua terra o que o fazendeiro faz na dele.  Aí vem a desinformação… tudo o que você pode imaginar. O que acontece? A gente não tem como comprovar para você aqui agora, mas continua explorando madeira na terra deles, de forma ilegal, garimpando… “

O presidente falou sobre os rumores em torno da escolha de um candidato a vice-presidente: “Acertei com o Valdemar muita coisa. Não está escolhido o vice, quem vai escolher sou eu. Essas notas na imprensa, a gente sabe quem está pregando, lamentavelmente, para tumultuar. Gente nossa. Não foi invenção da imprensa, é pregação de gente nossa, gente querendo se cacifar. Agora, vice, eu considero um casamento. Tem que ser uma pessoa que não te dê trabalho, né? E que some. E às vezes, a gente pensando isso, o tiro sai pela culatra. Imagine deixar na mão de terceiros para escolher”

Questionado sobre nomes para os governos dos estados, Bolsonaro disse: “Tem estado que a gente não tem chance de fazer. Não adianta querer. Você vai tentar compor com alguém”. O presidente mencionou as possíveis candidaturas do ministro Tarcísio Gomes de Freitas e do deputado Major Vitor Hugo, e relatou: “essas negociações, se o cara quiser vir candidato… não é “eu quero”. Vai ter que conversar comigo, com o presidente do partido.. 

Não posso, por exemplo, apoiar num estado, governador e senador e não fazer nenhum dos dois. Eu prefiro fazer um senador. Alguns vão criticar. Não dá para você achar que não vai ter problema no partido. Tem em casa, muitas vezes na família. Quem não tem um parente chato?”. O presidente acrescentou: “Pode ver. Fizemos o André Mendonça. Não foi fácil. Quem assumir em 23, no primeiro semestre, bota mais dois no Supremo”.

Após conversar, por telefone, com a mãe de uma cidadã que estava no local, Bolsonaro disse: “as pessoas de mais idade têm um melhor entendimento das coisas, o que é natural. Se bem que tem muito jovem esperto aí, dou nota 10 para eles. Agora, quem ia pensar, nos anos 90, que a Venezuela ia chegar onde chegou? Ou, no final dos anos 50, que Cuba ia chegar onde chegou? Tudo que é bonito e é bom, você pode perder. Você só não perde coisa ruim. O Brasil, só tem coisa boa aqui. Tem muita gente de olho neste País aqui. Não pensem que na Venezuela, quem manda lá é o Maduro”. 

O ataque a cidadãos e empresas privadas, desrespeitando direitos e garantias fundamentais, tem se tornado cada vez mais comum, em especial nas altas cortes do País. Sem justificativa jurídica, o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, decidiu confiscar a renda de sites e canais conservadores, para destruir empresas privadas das quais discorda. A decisão, que incluiu a Folha Política, confisca todos os rendimentos da empresa, e teve o apoio e aplauso do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, que é também ministro do STF. “Marcar” pessoas e fechar empresas por motivações políticas são atitudes que já foram observadas na História, mas nunca em democracias. 

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