segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Senador Girão denuncia escalada autoritária do STF e aponta ‘comoção nacional’ ao apoiar Mendonça


No decorrer da sabatina de André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o STF, o senador Eduardo Girão ressaltou a “comoção nacional” gerada pela sabotagem contra a formalização e a aprovação de seu nome, além de ressaltar a preocupação com a escalada autoritária do STF.

O senador encetou: “Quem está acompanhando está vendo, porque hoje a verdade está muito no rosto, está muito na cara, no olhar das pessoas. Então, o senhor demonstrou, nessa provação de quase quatro meses de espera, injustificada, por essa sabatina, o senhor demonstrou aqui muito preparo, muito conhecimento. E esse período, se de alguma forma se tinha alguma intenção, algum interesse em desgastar a sua imagem, muito pelo contrário, eu acredito que não foi encontrado absolutamente nada contra o senhor, tanto é que o senhor está sendo hoje sabatinado aqui e gerou uma comoção nacional. Essa audiência aqui gerou uma comoção nacional, porque nunca tinha acontecido isso, quatro meses com o Supremo desfalcado de um Ministro”.

Ademais, o congressista frisou: “Quero deixar isso claro. Acredito que vai ganhar o Congresso Nacional, vai ganhar o Supremo Tribunal Federal e, sobretudo, a Nação brasileira, os nossos filhos e netos. Tenho muita confiança de que a verdade, a paz, o bem e a Justiça vão triunfar no nosso País”.

Outrossim, Girão pontuou: “A gente vê aqui, assustado, Ministro, uma escalada autoritária do Supremo Tribunal Federal, muitas vezes fazendo trabalho nosso, legislando, quando não censurando até Parlamentares. Mas é sobre o ativismo judicial”.

André Mendonça foi indicado para o Supremo pelo presidente Jair Bolsonaro em julho, mas a indicação só foi analisada pelo Senado em dezembro, porque o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, Davi Alcolumbre, não quis marcar a sabatina. A concentração de poderes nas mãos de poucos senadores vem levantando questões sobre a representatividade do Senado, já que o colegiado pode ser ignorado pela vontade de um único senador, como ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça e como ocorre com os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Embora a apreciação dos pedidos seja responsabilidade do Senado Federal, os presidentes vêm impedindo qualquer apreciação pelo colegiado, empilhando os pedidos em suas gavetas. 

Sem controle externo, alguns ministros do Supremo agem ao arrepio da Constituição. Em inquéritos secretos, o ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, promove uma perseguição a adversários políticos. Em um desses inquéritos, a Folha Política teve sua sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos, inclusive celulares e tablets dos sócios e seus filhos. O inquérito foi arquivado por falta de indícios de crimes, mas os dados sigilosos foram compartilhados com outros inquéritos e com a CPI da pandemia, que compartilha dados sigilosos com a velha imprensa. 

Mais recentemente, o ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, confiscou toda a renda da Folha Política e de outros sites e canais conservadores, para impedir suas atividades. A decisão teve o aplauso e respaldo do ministro Luís Roberto Barroso, do STF e do TSE. 

Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

Há quase 10 anos, a Folha Política vem mostrando os fatos da política brasileira e dando voz a pessoas que o cartel midiático quer calar. Pix: ajude@folhapolitica.org


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...