quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Bolsonaro critica roubalheira do PT na Petrobras, aponta omissões da CPI e alerta sobre volta de Lula


Em sua live semanal, a primeira deste ano, o presidente Jair Bolsonaro explicou como seu governo vem conseguindo alcançar um superávit primário, evitando a corrupção e a roubalheira que marcaram governos anteriores. O presidente apontou a necessidade de usar adequadamente os recursos públicos e combater a corrupção na origem. Bolsonaro mencionou o caso do Consórcio Nordeste, apontando que, sob o comando de Carlos Gabas, os governadores pagaram quase 50 milhões de reais e não receberam um respirador sequer. 

O presidente relatou que a Petrobras conseguiu, em seu governo, abater 100 bilhões de sua dívida, e apontou que a dívida surgiu da roubalheira promovida pelo PT. Bolsonaro disse ainda que o prejuízo à estatal foi além da roubalheira, lembrando que o ex-presidente Lula anunciou a construção de três refinarias mas não concluiu nenhuma e também não se opôs quando Evo Morales nacionalizou uma refinaria brasileira. O presidente lamentou: “quase quebrou a Petrobras e parte da população quer reconduzi-lo à cena do crime, juntamente com o Alckmin”. 

O caso do Consórcio Nordeste, mencionado pelo presidente, foi ignorado durante toda a CPI da pandemia no Senado, e só foi investigado quando a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte promoveu sua própria CPI. Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, como Bárbara, do canal Te Atualizei, e a Folha Política. A decisão recebeu elogios do ministro Luís Roberto Barroso, do STF e do TSE. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

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