segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Bolsonaro expõe como derrotou MST, ‘indústria da multa’ contra homem do campo e alerta para STF e julgamento do Novo Marco Temporal


O presidente Jair Bolsonaro participou do lançamento do Circuito Agro - Etapa 2022, com a Carreta Agro BB, que incluiu um “buzinaço” de caminhões agrícolas e tratores. O presidente louvou os homens e mulheres do agronegócio, lembrando que eles não pararam durante a pandemia, e mantiveram a produção de alimentos para a população do Brasil e de boa parte do mundo. 

O presidente apontou que seu governo vem apoiando fortemente o setor, e lembrou as dificuldades enfrentadas pelo agronegócio nos governos anteriores. Bolsonaro disse: “Todos devem se lembrar. Tínhamos algumas dificuldades no passado. Por exemplo, ações do MST: nós praticamente anulamos ações do MST, tirando dinheiro público que ia para ONGs que financiavam ações do MST. Também distribuímos mais títulos que 20 anos de governos anteriores. Tiramos o uso do MST daqueles que estavam em uma reforma agrária que nunca saía. Um homem armado jamais será escravizado. Estendemos a posse, o porte estendido, o homem do campo passou a poder atuar em toda a sua propriedade, isso levou mais tranquilidade para vocês”. 

Bolsonaro reconheceu o mérito de seus ministros, dizendo: “Para o Ministério, escolhemos uma excelente pessoa, que foi uma sugestão do parlamento brasileiro, a senhora Tereza Cristina, uma pessoa fantástica, que encarna o sentimento do homem do campo. Também o ministro Salles, do Meio Ambiente. Paramos de ter grandes problemas na questão ambiental. Reduzimos em mais de 80% as multagens no campo. No primeiro momento, deve-se advertir, dialogar, e, no segundo momento, a multagem”. Ele acrescentou: “O escoamento da produção, através do ministro Tarcísio, da Infraestrutura. A BR-163, um símbolo. Ficava interditada por questões de chuvas. O ressurgimento do modal ferroviário. Vamos começar a inauguração da ferrovia Norte-Sul. Por intermédio do Tarcísio, conseguimos levar um modal que estava esquecido no Brasil, o modal ferroviário”.

O presidente apontou ainda que seu governo se antecipa a problemas e apontou os riscos para o agronegócio e para a economia brasileira de um processo em julgamento no Supremo Tribunal Federal. Ele disse: “Como deputado federal, eu me colocava no lugar dos senhores. O suplício quando viam que a terra de vocês ia ser demarcada como terra indígena. Trabalhamos contra um possível Novo Marco Temporal junto ao STF. Se fosse aprovado, teríamos novas áreas equivalentes à Região Sul””. Bolsonaro acrescentou: “vocês foram fantásticos por ocasião da pandemia. Trabalharam. Se não trabalhassem, os problemas que o Brasil teria atravessado seriam terríveis”. 

A Constituição Federal determina, em seu art. 5º, inciso LIV, que “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. No entanto, o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, mandou confiscar, em decisão monocrática em inquérito administrativo, a renda de canais e sites conservadores, como de Bárbara, do canal Te Atualizei, e da Folha Política. 

A decisão do ministro, que recebeu o respaldo e o apoio do presidente do TSE e ministro do STF Luís Roberto Barroso, confisca toda a renda dos canais, sem qualquer distinção segundo o tipo de conteúdo, o tema, a época de publicação ou qualquer outro critério. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a manter o jornal funcionando, doe através do QR Code que aparece na tela, ou utilizando o código Pix ajude@folhapolitica.org. Caso não use Pix, a conta da empresa Raposo Fernandes está disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo. Há quase 10 anos, a Folha Política vem enfrentando a espiral do silêncio imposta pelo monopólio da informação. Pix: ajude@folhapolitica.org


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