quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Bolsonaro rebate ataques de Moro: ‘a população é que vai dizer se ele leva jeito ou não, se pode confiar nele ou não’


O presidente Jair Bolsonaro transmitiu, ao vivo, uma entrevista que concedeu à Jovem Pan para comentar uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, que, segundo o presidente, foi mal interpretada, propositalmente ou não, pela velha imprensa. 

Durante a entrevista, o presidente foi questionado sobre diversos outros temas, entre eles as candidaturas para as próximas eleições. A comentarista Ana Paula Henkel perguntou se Bolsonaro acredita que Sérgio Moro será realmente candidato à presidência e pediu-lhe que comentasse afirmações que circulam na velha imprensa, como a de que Moro teria aceitado participar do governo para “conter arroubos autoritários”. 

Bolsonaro lembrou que Moro ficou 16 meses no governo e pediu para sair quando o presidente indicou o diretor-geral da Polícia Federal. O presidente apontou: “diz a lei que é o presidente quem indica”. Bolsonaro relatou: “Em um dado momento, ele disse: “o senhor troca em setembro, quando me indicar para o STF”. O presidente acrescentou: “Eu nunca tive esse compromisso com ele”. 

O presidente disse que preferia discutir com números, apontando que, após a saída do ex-ministro, as apreensões aumentaram enormemente, com os ministros seguintes, André Mendonça e Anderson Torres. Bolsonaro disse: “Agora, eu não quero partir para a crítica em cima dele. A população é que vai dizer se ele leva jeito ou não, se pode confiar nele ou não”. 

O presidente reconheceu méritos do ex-juiz da Lava Jato, e disse: “Foi um combate à corrupção, positivo, lá atrás. Como ministro aqui, a postura dele aqui não agradava a gente, não se traduzia, no fim da linha, em coisas boas para o governo”. Bolsonaro rebateu ainda críticas de Moro por sua aproximação com o chamado Centrão, e perguntou: “Querem que eu converse com quem?”. 

O presidente pediu que a imprensa questione todos os candidatos sobre suas posições a respeito de temas como aborto, armamento, MST, maioridade penal, e alfinetou também o ex-presidente Lula, dizendo que ele se esquivou de uma resposta. Bolsonaro disse: “lavou as mãos, mas nós sabemos qual é a posição dele, a posição do partido dele, a posição daqueles que ele indicou para o Supremo Tribunal Federal”. 

O presidente concluiu: “o Moro, ele é livre para fazer sua campanha. Não sei se vai disputar, isso compete a ele. Tem já denúncias aparecendo por aí, contra ele, que ele não teria levado adiante uma delação premiada contra o senhor Álvaro Dias. Então, essas questões aparecem. Se são verdadeiras, não sei. Mas houve delação nesse sentido, resolveu não aprofundar”. 

Bolsonaro mencionou mensagens da chamada Vaza Jato, mostrando indícios de perseguição por parte do Ministério Público. O presidente falou sobre a procuradora que o acusou de crime ambiental e disse: “ela deu a entender que, tendo em vista eu ser deputado, devia ser punido exemplarmente. Agora, quando um governador de estado muda um decreto para beneficiar um global que destruiu parte de uma ilha de Angra, fica por isso mesmo. Ninguém toma providências. Mas tudo bem. Eu respondo por mim, mas cada vez mais se mostra a perseguição que muitos fazem contra a minha pessoa, contra a minha família, em acusações mais do que absurdas”.

O ataque a cidadãos e empresas privadas, desrespeitando direitos e garantias fundamentais, tem se tornado cada vez mais comum, em CPIs e também nas altas cortes do País. Sem justificativa jurídica, o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, decidiu confiscar a renda de sites e canais conservadores, para destruir empresas privadas das quais discorda. A decisão, que incluiu a Folha Política, confisca todos os rendimentos da empresa, e teve o apoio e aplauso do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, que é também ministro do STF. [z1] “Marcar” pessoas e fechar empresas por motivações políticas são atitudes que já foram observadas na História, mas nunca em democracias. 

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