segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Bolsonaro rebate carta do Almirante Barra Torres, da ANVISA: ‘Carta agressiva, não tinha motivo’


O presidente Jair Bolsonaro transmitiu, por suas redes sociais, um pronunciamento associado a uma entrevista que concedeu à Rede Jovem Pan, quando respondeu ao almirante Barra Torres, presidente da Anvisa, que exigiu que o presidente se retratasse por ter questionado os interesses por trás da agência. 

No texto, o oficial declarou: “Nunca me apropriei do que não fosse meu e nem pretendo fazer isso, à frente da Anvisa. Prezo muito os valores morais que meus pais praticaram e que pelo exemplo deles eu pude somar ao meu caráter. Se o senhor dispõe de informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, Senhor Presidente. Determine imediata investigação policial sobre a minha pessoa aliás, sobre qualquer um que trabalhe hoje na Anvisa, que com orgulho eu tenho o privilégio de integrar”.

O mandatário explicou como ficou surpreso diante da reação do Almirante. Bolsonaro declarou: “Eu me surpreendi com a carta dele. Carta agressiva, não tinha motivo para aquilo. Eu falei: ‘O que está por trás do que a ANVISA vem fazendo?’. Ninguém acusou ninguém de corrupto. Eu que indiquei o Almirante Barra para a ANVISA (...). Não precisava agir daquela maneira”.

Ademais, o presidente asseverou: “A ANVISA não sofre interferência. É um órgão independente. Eu o nomeei para lá e, depois da nomeação, ele ganhou luz própria. Não tivemos nenhum atrito a ponto de ele falar que tinha que identificar qualquer indício de qualquer corrupção. A Polícia Federal foi à casa de diretores antigos da ANVISA. Nenhum órgão está livre de corrupção. Não acusei a ANVISA de corrupção. Perguntei o que está por trás disso”.

Dessa maneira, o chefe de Estado atestou: “Não houve, da minha parte, nenhuma acusação. Não falei de corrupção em nenhum momento e ele resolveu fazer uma nota bastante agressiva”.

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. 

A totalidade da renda da Folha Política, assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso do presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, que é também ministro do STF. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org

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