quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Bolsonaro relata nova investigação da Polícia Federal sobre Adélio e aborda graves suspeitas sobre mandantes


Em entrevista a uma TV do Nordeste, transmitida pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre as expectativas sobre a retomada das investigações do ataque que sofreu por um militante de extrema-esquerda durante a campanha eleitoral. O presidente falava sobre as consequências do ataque em sua saúde, e lembrou que, no início das investigações, havia muitos indícios para prosseguir, mas a investigação foi interrompida. 

Bolsonaro disse: “é um processo que começou com muitos indícios, mas a OAB interferiu e fez com que os sigilos telefônicos dos advogados fossem bloqueados. E não pudemos avançar nessa questão. Agora conseguimos, na justiça aqui, o desbloqueio dos telefones. O novo processo já foi aberto, tem um novo delegado da PF que vai tomar conta desse caso”. 

O presidente apontou: “Agora, você pode ver: o Adélio andava pelo Brasil, seguiu meus filhos pelo Brasil. Me seguiu em Juiz de Fora”. Bolsonaro acrescentou ainda que, em menos de 24 horas surgiram três advogados em Juiz de Fora, e uma pessoa registrou entrada na Câmara dos Deputados com documentos falsos em nome de Adélio Bispo, lembrando ainda que, mesmo sem trabalhar, Adélio viajava pelo Brasil e tinha cartões de crédito. O presidente disse: “não foi da cabeça dele. Ele foi para cumprir uma missão”. E afirmou: “A gente espera agora, que, com um novo processo aberto, a investigação vá para a frente”. 

O presidente afirmou: “tinha que interferir para ele não abrir o bico. Isso que esse advogado fez”. E acrescentou: “espero que, agora, a PF chegue aos mandantes desse crime. Tenho várias suposições na minha cabeça, não vou falar, porque eu não posso ser leviano. Tenho falado com a PF no sentido de ajudá-los a desvendar esse crime”.

Os telefones dos advogados de Adélio Bispo não foram analisados até o momento sob a alegação da proteção das prerrogativas dos advogados e do sigilo entre advogado e cliente. A mesma proteção não se aplicou aos advogados incluídos em investigações em cortes superiores, como os inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, nem tampouco foram aplicadas as proteções legais a parlamentares. Roberto Jefferson, que é advogado e presidente de partido, está preso há meses a mando do ministro, e não há notícia de que a OAB tenha defendido suas prerrogativas. Parlamentares tiveram seus sigilos quebrados e ao menos dois encontram-se censurados, com redes sociais bloqueadas e proibição de dar entrevistas, e há pessoas em prisão domiciliar. 

Nas investigações conduzidas em cortes superiores, prerrogativas e direitos fundamentais são deixados de lado. Em um dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, a sede da Folha Política foi invadida e todos os equipamentos do jornal foram apreendidos. Após a Polícia Federal atestar que não havia motivos para qualquer indiciamento, o inquérito foi arquivado a pedido do Ministério Público, mas o ministro abriu outro inquérito de ofício e compartilhou os dados do inquérito arquivado. Atualmente, a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em atitude que foi elogiada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF e do TSE. 

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